
Eleição legislativa da Argentina tem mais de 33% de abstenção
Reuters
Apenas 66% dos eleitores votaram nas eleições legislativas da Argentina, que ocorreu neste domingo (26). Essa é a participação mais baixa desde 1983. Pela primeira vez, o voto único de papel foi utilizado para eleger representantes nacionais.
A eleição servirá como termômetro para medir o apoio ao governo do presidente Javier Milei e a votação ocorre em um cenário de crise econômica, alta inflação e queda na popularidade do presidente.
O que está em jogo na eleição?
No Congresso Nacional, os eleitores definirão a composição de 127 cadeiras na Câmara dos Deputados – o equivalente à metade do parlamento – e escolherão 24 senadores, que representam um terço da casa.
O partido de Milei, A Liberdade Avança, é considerado frágil no Congresso, possuindo atualmente apenas 37 deputados e seis senadores. Essa fragilidade resultou, nas últimas semanas, na derrubada de vetos presidenciais a projetos de lei que aumentaram os gastos públicos.
O presidente Javier Milei ignorou o momento de baixa na popularidade e participou ativamente da campanha eleitoral. Em seu último comício, realizado na cidade de Rosário, ele defendeu as medidas de austeridade fiscal aplicadas por seu governo, citando os números da inflação, que está em torno de 30% no acumulado de 12 meses.
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