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Oposição tem ampla vitória sobre Milei em eleições legislativas de Buenos Aires

Coalizão do presidente argentino fica 13 pontos atrás dos Peronistas e vence em apenas duas das oito seções eleitorais da província; eleições serve como termômetro para pleito presidencial

WESLEY BIÃO

07/09/2025 • 22:55 • Atualizado em 07/09/2025 • 22:55

Coalizão de Javier Milei foi derrotada nas eleições provinciais de Buenos Aires

Coalizão de Javier Milei foi derrotada nas eleições provinciais de Buenos Aires

REUTERS/Tomas Cuesta

Assombrado por um escândalo de corrupção em seu governo que implica sua irmã, o presidente da Argentina, Javier Milei, teve mais um amargor para lidar: a derrota nas eleições legislativas da província de Buenos Aires neste domingo (7). Com mais de 90% das urnas apuradas, a oposição peronista, reunida na coalizão Fuerza Patria, conquistou 47% dos votos, contra 33,8% da governista La Libertad Avanza (LLA), em uma diferença de 13 pontos que escancarou a perda de força do governo no maior distrito eleitoral do país.Cerca de 14 milhões de pessoas foram às urnas para renovar 46 cadeiras da Câmara de Deputados e 23 do Senado da província, além de conselhos municipais. O peronismo saiu vitorioso em seis das oito seções eleitorais, enquanto a LLA conseguiu vencer apenas em duas seções, ligadas ao interior rural.

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O resultado representa um revés significativo para Milei. Buenos Aires concentra quase 40% do eleitorado argentino e funciona como termômetro da política nacional. O chefe de Estado argentino afirmou que buscará tornar seu governo “cada dia melhor para ter um resultado melhor em 26 de outubro", quando ocorrem as eleições legislativas nacionais, além de garantir que o “curso do governo não retrocede um milímetro”.

Lideranças peronistas celebraram a vitória e atacaram o governo. A ex-presidente Cristina Kirchner, em prisão domiciliar depois de condenada por corrupção, afirmou que o resultado mostrou “um povo consciente da realidade” e acusou Milei de estar “desconectado do país”. O presidente, por sua vez, evitou comentários diretos sobre a derrota e limitou-se a publicar uma mensagem breve em suas redes sociais, na qual reiterou sua confiança de que “as reformas avançarão” no Congresso.

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