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Suprema Corte da Argentina confirma condenação de ex-presidente Cristina Kirchner

Ex-presidente foi condenada a seis anos de prisão acusada de fraude contra a administração pública ao favorecer um empreiteiro da região onde começou sua carreira política

Da redação
DA REDAÇÃO

10/06/2025 • 17:53 • Atualizado em 10/06/2025 • 17:53

A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner

A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner

REUTERS/Agustin Marcarian

A Suprema Corte da Argentina decidiu, de forma unânime, manter nesta terça-feira (10) a prisão da ex-presidente Cristina Kirchner, condenada em 2022 a seis anos de prisão por chefiar uma associação criminosa que desviou verba pública durante o governo de seu marido e seu próprio governo. Além da prisão, a líder da oposição a administração de Javier Milei foi considerada inelegível.Os juízes consideraram Cristina responsável pelo crime de de fraude contra a administração pública para favorecer um empreiteiro em licitações de obras públicas em Santa Cruz, onde os Kirchner começaram suas trajetórias políticas. Por ter mais de 70 anos, ela pode pedir que a pena seja cumprida em prisão domiciliar.

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Segundo a denúncia, Lázaro Báez conseguiu o contrato para realizar 51 obras que não foram concluídas ou passaram do orçamento previsto. De acordo com as investigações, a empresa desapareceu depois que Cristina deixou o governo. Os procuradores afirmam que o esquema causou um prejuízo de mais de US$ 1 bilhão aos cofres públicos.

A decisão já havia sido confirmada em duas instâncias anteriores da Justiça argentina. Cristina é a primeira ex-chefe do Executivo de seu país condenada por corrupção. Segundo o jornal argentino La Nación, ela ouviu a sentença ao lado de dirigentes e apoiadores na sede do seu partido. Já o Clarín diz que há bloqueios em vias que dão acesso a Buenos Aires.

Cristina foi presidente da Argentina entre 2007 e 2015, substituindo seu marido, Nestor Kirchner, que ficou no governo entre 2003 e 2007. Ela não conseguiu fazer seu sucessor e foi substituída por Maurício Macri, aliado de Milei e em 2019 voltou ao governo como vice de Alberto Fernández – com quem não teve boa relação e rompeu no meio do mandato.

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