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Em 1º discurso no Nordeste, Flávio critica segurança pública do PT

O evento reuniu importantes lideranças locais, como os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Efraim Filho (PL-PB), além do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União)

Da redação
DA REDAÇÃO

21/03/2026 • 22:01 • Atualizado em 21/03/2026 • 22:09

Em 1º discurso no Nordeste, Flávio critica segurança pública do PT

Em 1º discurso no Nordeste, Flávio critica segurança pública do PT

Adriano Machado/Reuters

Em seu primeiro ato oficial no Nordeste como pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou um tom de forte oposição ao governo federal. Durante pronunciamento no Rio Grande do Norte, o parlamentar buscou dialogar diretamente com o eleitorado feminino e utilizou a segurança pública como principal munição para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Flávio associou os índices de violência de gênero à atual gestão, questionando os apoiadores sobre a preferência entre um governo que prenda agressores de imediato ou um que, segundo ele, "está batendo recorde de feminicídios". A estratégia visa reduzir a resistência do público feminino, que representa 52% do eleitorado nacional. Segundo dados da pesquisa AtlasIntel de fevereiro, 54% das mulheres demonstram preocupação com uma eventual vitória do senador, enquanto 38% temem a reeleição de Lula.

Articulação regional e pauta de costumes

O evento reuniu importantes lideranças locais, como os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Efraim Filho (PL-PB), além do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União). A presença dos aliados sinaliza o esforço para consolidar palanques em uma região onde o PT historicamente mantém ampla vantagem eleitoral. Vestindo uma camisa com os dizeres "Nordeste é solução", Flávio apresentou a eleição como um divisor de águas entre a "prosperidade" e um caminho que ele associou a criminosos e agressores.

O senador também aproveitou para nacionalizar críticas à gestão estadual potiguar e ao histórico do PT no poder, questionando a qualidade dos serviços públicos após décadas de influência da esquerda na região. "O que melhorou na sua vida? Você consegue ir trabalhar em paz?", indagou ao público durante os 15 minutos de fala.

Endurecimento penal e combate ao crime organizado

No campo legislativo, Flávio Bolsonaro buscou capitalizar politicamente o projeto de lei antifacção. Embora a proposta original tenha partido do governo federal, o senador destacou as alterações feitas pelo relator Guilherme Derrite, seu aliado, que endureceram o texto na Câmara. O pré-candidato defendeu mudanças na lei para que penas possam chegar a 80 anos de reclusão.

Outro ponto de atrito explorado foi a classificação de facções criminosas. Flávio criticou a decisão do governo Lula de não tipificar grupos como o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas. O senador afirmou que a gestão atual evita o endurecimento contra essas facções, alegando uma suposta celebração em presídios após a vitória de Lula em 2022. O embate sobre a segurança pública deve seguir como o pilar central da narrativa de Flávio para tentar reverter o cenário eleitoral no Nordeste.

Com informações do Estadão Conteúdo