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Embaixada dos EUA chama Moraes de “arquiteto da censura” e ameaça aliados no STF

De forma unilateral e por ordem de Trump, Alexandre de Moraes foi sancionado com base na Lei Magnitsky, medida que “asfixia” a vida financeira dos alvos

Da redação
DA REDAÇÃO

07/08/2025 • 14:12 • Atualizado em 07/08/2025 • 14:12

Moraes nega desbloqueio de contas do delegado Rivaldo Barbosa

Moraes nega desbloqueio de contas do delegado Rivaldo Barbosa

Rosinei Coutinho/SCO/STF

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil compartilhou, nesta quinta-feira (7), uma publicação da Subsecretaria de Diplomacia Pública do Departamento de Estado americano contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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O texto chama Moraes de “arquiteto da censura” e ameaça sancionar aliados do magistrado, na Corte e em outras esferas.

Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto (Embaixada dos EUA no Brasil via X)

De forma unilateral e por ordem do presidente Donald Trump, Moraes foi sancionado com base na Lei Magnitsky, medida que objetiva “asfixiar” a vida financeira dos alvos.

Por outro lado, críticos dizem que a decisão da Casa Branca não se aplicaria a Moraes, visto que o dispositivo foi criado para combater quem comete graves violações dos direitos humanos e corrupção, o que não é o caso do juiz brasileiro.

A ação de Trump é uma forma de pressionar as instituições brasileiras contra uma possível condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe de Estado e em prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares ordenadas por Moraes.

Por trás da aplicação Lei Magnitsky, está o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho de Bolsonaro. Ele revelou que atuou com interlocutores de Trump para convencê-lo a sancionar Moraes.