A Embaixada dos Estados Unidos no Iraque elevou o nível de alerta para o patamar 5 — o mais alto na escala de segurança — e ordenou que todos os cidadãos americanos deixem o país imediatamente. A medida ocorre em meio a uma escalada sem precedentes nas tensões regionais, com o temor de ataques iminentes que podem envolver diretamente os Estados Unidos e Israel.
Alvos estratégicos e retaliação
De acordo com a professora de Relações Internacionais, Priscila Caneparo, em entrevista à Band, o Iraque se tornou um ponto central de vulnerabilidade por abrigar diversas bases militares americanas. Especialistas apontam que estas instalações são os alvos principais para uma possível retaliação do Irã.
O cenário atual remete ao ano de 2020, quando o Irã bombardeou bases no Iraque em resposta ao assassinato do general Qasem Soleimani. "O Iraque possui bases militares dos EUA e, por consequência, será um ponto atingido centralmente nessa retaliação", explicou a professora.
Novas frentes de conflito
Além das bases americanas, uma segunda dinâmica de conflito surge no norte do Iraque. A região, composta majoritariamente pelo povo curdo, estaria sendo armada pelos Estados Unidos. Historicamente conhecidos por conter o avanço do Estado Islâmico, os curdos agora podem se ver no centro de um novo campo de batalha militarizado.
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