O jornalismo da Band conversou com Frederico Assis, enviado especial da COP30 Contra o Negacionismo Climático. Pela primeira vez, a COP terá atuação de um profissional para essa temática. Frederico explicou, a princípio, o que são e como funcionam as fake News dentro do contexto do encontro climático.
“Desinformação climática é a produção e disseminação de conteúdos falsos, conteúdos enganosos ou distorcidos sobre as causas, sobre os impactos e, principalmente, as soluções para a crise climática. A desinformação e também o negacionismo têm como objetivo confundir a opinião pública, enfraquecer a confiança na ciência, incentivar a falta de ação, retirar o senso de urgência em relação à crise climática”, explicou.
O enviado especial também falou de sua atuação com as big techs nesse trabalho contra a desinformação.
“Tenho mantido um bom diálogo com as plataformas, apresentar o que a gente está fazendo, ouvir o que que elas estão pensando, tentar sensibilizar para a urgência desse tema. Elas estão no centro da discussão, são atores centrais nesse processo. Eu acho que a gente tem que fazer isso sem ingenuidade, com propósito. Infelizmente, eu não acredito que vai haver nenhum grande avanço sem mudança estrutural nessa área, mas, obviamente, eu espero que a gente construa uma relação que seja produtiva, uma relação que seja cooperativa, e eu tô disposto a fazer isso”, explicou.
Por fim, Frederico Assis detalhou quais são os focos até a COP30.
“A gente deseja gerar compromissos concretos a partir da agenda de ação por um lado, lembrando que é a primeira vez que o tema faz parte da agenda de ação de uma COP, o que mostra a prioridade dada pela presidência brasileira ao tema. E, por outro lado, mobilizar lideranças políticas, da cultura, influenciadores, formadores de opinião, para continuar alertando sobre os riscos que a desinformação gera. Acho que a gente tem também que promover informações confiáveis, e aí o jornalismo profissional é um grande aliado, para manter o tema vivo no debate público, aumentar a conscientização popular, e claro também, a gente tem que monitorar o ambiente digital”, disse.
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