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Quem é Jeffrey Epstein e por que o caso voltou ao centro das atenções

Documentos inéditos do DOJ citam brasileiros, realeza britânica e políticos

Da redação
DA REDAÇÃO

04/02/2026 • 18:56 • Atualizado em 04/02/2026 • 18:56

Jeffrey Edward Epstein

Jeffrey Edward Epstein

Reprodução

O Brasil quer saber a verdade sobre Jeffrey Epstein. O que antes era restrito aos tabloides americanos, agora explode em solo brasileiro após o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) liberar uma avalanche de 3,5 milhões de páginas de documentos sigilosos em janeiro de 2026.

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Este não é apenas um caso de crime e castigo; é um raio-x de como o poder e o dinheiro foram usados para silenciar vítimas e construir uma rede de influência que toca, inclusive, nomes ligados ao Brasil. Para que você entenda o que está em jogo, respondemos às duas perguntas que dominam o Google nesta quarta-feira (4)

Quem é Epstein?

Muito antes de se tornar o criminoso sexual mais notório do mundo, Epstein construiu uma persona de gênio das finanças envolto em mistério. Em 1982, ele operava a International Assets Group de seu apartamento em Manhattan, alegando ser um "caçador de recompensas" de alto nível para recuperar fundos fraudulentos. Em 1988, fundou a J. Epstein and Company, afirmando gerir fortunas exclusivamente para bilionários.

O único cliente que ele admitia publicamente era Leslie H. Wexner, o bilionário por trás da Victoria’s Secret, que lhe deu procuração total sobre suas fundações e bens. Com essa influência, Epstein acumulou propriedades de luxo, aviões e a infame ilha de Little Saint James. Contudo, por trás da fachada de filantropo e financista, escondia-se um predador condenado por tráfico sexual de menores, que usava sua riqueza para comprar silêncio e acesso às esferas mais altas do poder global antes de morrer na prisão em 2019.

Caso Epstein, o que é?

O interesse renovado é fruto da Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein, que forçou a divulgação de registros que muitos acreditavam que jamais veriam a luz do dia. O que os documentos revelam não é apenas o crime, mas a intimidade perturbadora entre Epstein e a elite mundial:

A conexão brasileira

Entre os nomes citados, destaca-se o do brasileiro Reinaldo Avila da Silva. Documentos mostram que, em 2009, Epstein transferiu £10.000 (cerca de R$ 72 mil) para Silva, que na época solicitou o valor para financiar um curso de osteopatia. Silva é casado com o lorde britânico Peter Mandelson, figura central na política do Reino Unido.

O "Duque" e o Palácio de Buckingham

E-mails revelam uma proximidade alarmante com uma pessoa identificada como "O Duque", amplamente associada ao Príncipe Andrew, irmão do Rei Charles III. Em uma troca de mensagens, o Duque teria convidado Epstein para jantar no Palácio de Buckingham buscando "privacidade total". Uma foto divulgada pelo DOJ chega a mostrar Andrew em uma posição comprometedora ao lado de uma mulher.

Tensões políticas e Donald Trump

Os arquivos contêm centenas de menções ao ex-presidente Donald Trump. Além disso, revelam diálogos de Steve Bannon com Epstein, onde Bannon discutia a necessidade de manter temas ligados a Jair Bolsonaro "nos bastidores", após o ex-presidente brasileiro negar qualquer associação com o estrategista americano — atitude que Epstein classificou como "fake news".

O que isso significa para o futuro? Embora 3,5 milhões de páginas tenham sido expostas, o próprio Departamento de Justiça admite que os cortes e tarjas nos textos visam proteger as vítimas, o que mantém viva a teoria de que a rede de proteção aos poderosos ainda não foi totalmente desmantelada.