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Escalada da guerra pressiona aliados dos EUA e ameça fluxo de petróleo

Os bombardeios continuam intensos sobre todo o Irã, que segue mostrando capacidade de resposta com mísseis e drones contra Israel e também contra países do Golfo

Da redação
DA REDAÇÃO

16/03/2026 • 14:51 • Atualizado em 16/03/2026 • 14:51

Sonia Blota
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Entramos no 17º dia de guerra. Os bombardeios continuam intensos sobre todo o Irã, que segue mostrando capacidade de resposta com mísseis e drones contra Israel e também contra países do Golfo. E a estratégia iraniana vai além das bombas. Ataca também o coração financeiro da região.

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Hoje, os Emirados Árabes foram atingidos. Drones caíram em portos, aeroportos e instalações petrolíferas. Uma pessoa morreu em Abu Dhabi. O Irã continua dominando o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, elevando o preço do barril para mais de 100 dólares — um aumento de 40% em relação ao início da guerra. Isso já tem colocado enorme pressão sobre a economia mundial.

Os 31 países membros da Agência Internacional de Energia começaram a utilizar os 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas que foram liberadas. O presidente americano Donald Trump pressiona aliados para que enviem navios de guerra e formem uma frente internacional para liberar o Estreito de Ormuz e proteger os petroleiros que navegam na região.

Até a China foi convidada a participar. Porém, os líderes desses países estão num silêncio que vocês não imaginam. Afinal, entrar em uma guerra cujo estopim, segundo muitos deles, partiu de Israel e dos Estados Unidos, sem qualquer consulta prévia aos aliados, é uma decisão delicada. Alguns países foram além. Austrália, França, Japão e Reino Unido afirmaram que não têm intenção de enviar embarcações para o estreito.

Trump já respondeu em tom de ameaça, dizendo que uma resposta negativa de aliados é muito ruim para o futuro da OTAN — a aliança militar do Atlântico Norte. O presidente americano também pressiona Pequim, ameaçando adiar a cúpula sino-americana que vai tratar de comércio, investimentos e da relação bilateral entre os dois países.

Cerca de 90% do petróleo iraniano exportado e que passa pelo estreito segue para a China. Portanto, segundo Trump, Pequim deveria se empenhar em manter a passagem aberta. Enquanto isso, aproxima-se da região mais um grande navio americano: o USS Tripoli, navio anfíbio que transporta cerca de 2 mil fuzileiros navais da força de elite americana, especializados em operações de desembarque.

O navio também leva helicópteros e os temidos caças F-35. Neste domingo, Israel convocou 450 mil reservistas para se juntar às forças armadas e anunciou incursões terrestres pontuais no Líbano. Mas o receio de uma grande invasão terrestre continua presente.

Beirute e o sul do país já amanheceram novamente sob fortes bombardeios. Já são mais de 800 mortos — número que pode ser ainda maior, segundo a Cruz Vermelha — e um saldo triste de mais de 100 crianças entre as vítimas. A crise humanitária é dramática. Mais de 800 mil libaneses foram deslocados, o que corresponde a cerca de 15% da população do país.

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