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Internacional

Espanha e Itália enfrentam impasse sobre controle de fronteira após crise

Governo espanhol impõe restrições a partir de sábado e Roma recusa ultimato

2 min

07/08/2026 17:46 • Atualizado há 78 dias

Espanha e Itália enfrentam impasse sobre controle de fronteira após crise

O governo espanhol estabeleceu temporariamente controles de fronteira em portos e aeroportos para viajantes provenientes da Itália, em razão da persistente pressão migratória irregular enfrentada pelo país. A medida entra em vigor à meia-noite deste sábado, 8 de agosto.

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A decisão provocou reação imediata de Roma. A Itália rejeitou o ultimato do governo espanhol em relação às exigências de suspensão das checagens para passageiros oriundos da Espanha, impostas no contexto das desdobramentos da crise em Ceuta.

Governo de Georgia Meloni recusa exigência e fixa prazo

Anteriormente, o governo espanhol havia alertado a gestão da primeira-ministra italiana Georgia Meloni sobre a intenção de adotar "medidas proporcionais" caso as restrições italianas não fossem suspensas até domingo.

O Ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou que "não há razão" para a Itália manter as fiscalizações. Segundo o chanceler espanhol, "a maioria das pessoas que entraram em Ceuta irregularmente já foi devolvida".

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Em resposta, o governo italiano divulgou um comunicado no qual declarou que "não aceita ultimatos". Roma confirmou que manterá a fiscalização de fronteira para passageiros da Espanha até pelo menos 15 de agosto.

Ceuta

A entrada de dezenas de milhares de migrantes em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, reacendeu tensões entre Espanha e Marrocos e levantou dúvidas sobre as causas de uma das maiores crises migratórias já registradas na fronteira entre os dois países.

Ceuta é uma cidade autônoma espanhola localizada no continente africano, na costa norte do Mar Mediterrâneo. Junto com Melilla, situada cerca de 400 quilômetros a leste, forma as únicas fronteiras terrestres entre a União Europeia e a África.

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O Marrocos não reconhece oficialmente Ceuta e Melilla como territórios espanhóis e frequentemente se refere às duas cidades como áreas ocupadas. Por sua posição geográfica, Ceuta se tornou uma das principais portas de entrada para migrantes que buscam chegar à Europa. O território é fortemente protegido por cercas, sistemas de vigilância e policiamento reforçado.

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