Band Jornalismo

Estados Unidos e Ucrânia chegam a acordo sobre minerais raros

Entendimento é definido pelo presidente Donald Trump como uma forma de compensação pela ajuda dada ao país europeu no conflito com a Rússia

Da Redação
DA REDAÇÃO

30/04/2025 • 20:10 • Atualizado em 30/04/2025 • 20:10

Trump conversa com Zelensky antes do funeral de Francisco

Trump conversa com Zelensky antes do funeral de Francisco

Divulgação/Serviço de Imprensa da Ucrânia

Os Estados Unidos e a Ucrânia anunciaram nesta quarta-feira (30) que chegaram a um acordo sobre minerais raros no país do leste europeu. O ponto central do tratado seria que o governo norte-americano teria vantagens em negociações relacionadas a estes minerais.

Compartilhar

“Em reconhecimento à significativa ajuda financeira e material que o povo dos Estados Unidos deram para a defesa da Ucrânia desde a invasão russa, essa parceria econômica colocam nossos dois países em uma posição para acelerar a recuperação econômica da Ucrânia”, afirmou o Departamento do Tesouro dos EUA em um comunicado.

De acordo com a Reuters, um primeiro rascunho do acordo não estipularia que os EUA receberia uma parte dos lucros de minerais ou da infraestrutura de gás, mas garantiria que o país teria acesso preferencial a acordos envolvendo recursos naturais ucranianos.

Em uma postagem no telegram, o primeiro-ministro da ucrânia, Denys Shmyhal, disse que os dois países estabelecerão um Fundo de Investimento para Reconstrução, com cada lado tendo 50% de direito de voto.

Este fundo receberá também 50% dos lucros e royalties que surjam de novas permissões de utilização de recursos naturais na Ucrânia.

“A Ucrânia manterá o controle total sobre seu subsolo, infraestrutura e recursos naturais. Os lucros do fundo serão reinvestidos exclusivamente na Ucrânia”, enfatizou.

Ele também ressaltou que a Ucrânia não teria que pagar diretamente os bilhões de dólares que recebeu dos EUA desde que o começo da guerra. O acordo foi desenhado justamente como uma forma de compensação aos EUA.

O acordo foi uma insistência do presidente do Donald Trump, que via nele uma contrapartida para continuar a apoiar a Ucrânia no conflito contra a Rússia.