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Estudo reforça "Álcool Zero" na gravidez para evitar danos ao bebê

Nova publicação define a gestação como situação crítica onde nenhuma quantidade de bebida alcoólica é segura, visando a prevenção total da Síndrome Alcoólica Fetal

Da Redação, com Agência Brasil
DA REDAÇÃO, COM AGÊNCIA BRASIL

12/12/2025 • 22:07 • Atualizado em 12/12/2025 • 22:07

Grávida

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Agência Brasil

A sétima edição da publicação "Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025", lançada pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), traz um alerta contundente sobre o consumo de álcool durante a gestação. O documento classifica a gravidez como um cenário de "Álcool Zero", enfatizando que a única forma segura de prevenção de danos ao feto é a abstinência total.

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De acordo com as definições estipuladas no relatório, o conceito de "Álcool Zero" refere-se a situações específicas em que "nenhuma quantidade de álcool deve ser consumida". A publicação lista explicitamente as grávidas neste grupo, ao lado de menores de 18 anos e pessoas que utilizam medicamentos que interagem com o álcool ou que vão conduzir veículos.

O Perigo da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF)

A rigidez na recomendação deve-se ao fato de que o consumo de álcool na gravidez é a causa direta da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). No capítulo dedicado à metodologia e classificação de agravos, o CISA cataloga a SAF (código Q86.0 na Classificação Internacional de Doenças - CID-10) como uma condição "Totalmente Atribuível ao Álcool" (TAA).

Isso significa que a "Fração Atribuível ao Álcool" (FAA) para esta síndrome é de 100%. Em termos práticos, o relatório explica que condições com essa classificação "não existiriam sem o consumo" da substância. Portanto, todos os casos de Síndrome Alcoólica Fetal poderiam ser evitados se o consumo de álcool fosse completamente eliminado durante a gestação.

Consumo nocivo e saúde da mulher

Embora o relatório aponte que a abstenção de álcool é predominante entre as mulheres brasileiras em geral (59% declararam não beber na pesquisa Ipsos de 2025), o alerta para gestantes permanece vital dentro das estratégias de prevenção.

O documento destaca que o uso nocivo de álcool é fator causal para mais de 200 doenças e lesões. Para as mulheres, especificamente, há riscos aumentados mesmo em outros cenários, como a relação com o câncer de mama, classificado como uma doença "Parcialmente Atribuível ao Álcool" (PAA).

O CISA, organização reconhecida como referência nacional no tema, reforça com esta publicação sua missão de reduzir o uso nocivo de álcool através de informações científicas qualificadas, deixando claro que, para a saúde do bebê, a tolerância é zero.

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