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EUA impõem taxas de 104% após acabar prazo dado para China retirar retaliação tarifária

Donald Trump havia prometido aplicar mais 50% de tarifas caso o país não voltasse atrás

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

08/04/2025 • 13:47 • Atualizado em 08/04/2025 • 13:47

Após o fim do prazo para China retirar retaliação contra os Estados Unidos, o país impôs taxas de 104% em produtos chineses exportados para os americanos nesta terça-feira (8). A taxa adicional será cobrada a partir de quarta-feira (9), segundo a Reuters.

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A soma das tarifas sobre a China consistem em:

Apesar da pressão, os chineses demonstraram resiliência e prometeram lutar até o fim se os Estados Unidos insistirem em intensificar a guerra comercial e tarifária.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China disse que as ações do lado americano não demonstraram nenhuma disposição genuína para um diálogo sério. Além disso, o porta-voz citou que o país irá tomar todas as contramedidas necessárias para proteger seus interesses.

A pasta afirmou que as contramedidas anunciadas na última sexta-feira por Pequim, que incluem uma taxa de 34% sobre todos os produtos comprados dos EUA, são "completamente legítimas" e "visam proteger sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento, e manter uma ordem comercial internacional normal".

Mais cedo, antes de encerrar o prazo, Trump escreveu que a China queria negociar, e que ele estava esperando uma ligação - o que não aconteceu. "A China também quer fazer um acordo, muito, mas eles não sabem como começar. Estamos esperando a ligação deles. Vai acontecer!", disse Trump na rede social Truth.

Novo dia de queda de bolsas no Brasil e EUA

Em efeito dominó após a confirmação da tarifa extra dos EUA a Pequim, ações ligadas ao minério de ferro e ao petróleo - com grande peso na Bolsa brasileira - são destaque de baixa e prejudicaram o Ibovespa, que perdeu o nível dos 124 mil pontos no período da tarde, encerrando em queda de 1,32%, aos 123.931,89 pontos.

As bolsas de Nova York perderam os ganhos acumulados pela manhã e encerram a sessão desta nesta terça-feira, 8, em queda - com o S&P fechando abaixo dos 5000 pontos pela primeira vez em um ano. O Dow Jones caiu 0,84%, aos 37.645,59 pontos; o S&P 500 cedeu 1,57%, aos 4.982,77 pontos; e o Nasdaq perdeu 2,15%, aos 15.267,91 pontos. Os dados são preliminares.

A ação da Apple caiu quase 5%, para US$ 172.42. Desde o fechamento dos mercados em 2 de abril, o papel já perdeu 20,4%, o que se traduziu em uma queda de US$ 693,9 bilhões em valor de mercado.

Em contrapartida, as bolsas da Europa encerraram o pregão desta terça-feira, 8, com fortes ganhos, revertendo uma sequência de quatro sessões consecutivas de quedas provocadas pelas crescentes tensões globais em torno das tarifas comerciais. O movimento, segundo especialistas, acompanha a recuperação modesta observada nos mercados asiáticos, alimentada por expectativas de negociação dos EUA com Coreia do Sul e Japão. Porém, o pregão dessas bolsas fechou antes do anúncio da taxa extra dos EUA sobre produtos chineses.

A Comissão Europeia deve votar na quarta-feira contramedidas comerciais para entrar em vigor em 15 de abril. Uma segunda fase de resposta deverá ser anunciada na próxima semana.

Já primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o país precisa "começar a se preparar para retaliar as tarifas dos Estados Unidos, caso seja necessário". Segundo ele, seu governo também buscará "reduzir as barreiras comerciais com outros países, além dos EUA"

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