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EUA miram portos do Irã e ampliam pressão sobre exportações de petróleo

Cerca de 90% das exportações de petróleo do país passam pelo Estreito de Ormuz

Da redação
DA REDAÇÃO

13/04/2026 • 09:06 • Atualizado em 13/04/2026 • 09:06

Sonia Blota
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Irã

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Majid Asgaripour/WANA/Reuters

Neste fim de semana, em Islamabad, no Paquistão, as negociações para um cessar-fogo duradouro na região fracassaram. O Irã afirma que faltou pouco para um entendimento entre as delegações de Teerã e dos Estados Unidos. Porém, o presidente americano, Donald Trump, disse que, apesar de o Irã ter cedido em vários pontos, o único que importa — segundo ele, o programa nuclear iraniano — não foi satisfatório.

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A Casa Branca tenta enfraquecer economicamente o Irã, já que cerca de 90% das exportações de petróleo do país passam pelo Estreito de Ormuz — basicamente, o petróleo que segue para a Ásia.

O estreito é uma artéria vital para a economia mundial, por onde escoam cerca de 20% do petróleo global. Teerã já vinha controlando a passagem, e apenas navios com acordo prévio estavam autorizados a atravessar. Agora, Trump anuncia o bloqueio desse fluxo.

Com isso, Trump anunciou que, a partir das 11 horas no Brasil, todos os navios que se direcionem a portos iranianos ou saiam deles, passando pelo Estreito de Ormuz, serão bloqueados.

O cessar-fogo ainda se mantém, após duas semanas de um acordo considerado bastante frágil. Teerã promete reagir caso seus navios sejam de fato bloqueados e classificou a atitude de Trump como “pirataria”.

Já Washington pretende pressionar o regime dos aiatolás a aceitar seus termos.

O preço do petróleo já subiu: voltou a ultrapassar os 100 dólares, com alta média de 7% nesta abertura de semana. O mesmo acontece com o mercado do gás.

Trump também teria autorizado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a retomar os bombardeios em Beirute. Após o massacre da semana passada — quando centenas de pessoas morreram em minutos na capital libanesa —, os ataques de Israel estavam mais concentrados no sul do país.

O Líbano — que, segundo Estados Unidos e Israel, nunca esteve nas negociações de paz com o Irã, versão negada por Teerã — segue em clima de terror. E o presidente americano, além de suas ameaças de praxe, voltou a atacar autoridades — nem o Papa escapou.

Durante a homilia do Regina Caeli, no Vaticano, Leão XIV pediu cessar-fogo no Oriente Médio e disse se sentir próximo do “amado povo libanês”.

Trump reagiu, dizendo que o pontífice é fraco no combate ao crime e péssimo em política externa. E acrescentou: “Não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos por fazer exatamente aquilo para o qual foi eleito”.

Mas o Papa respondeu: “Não tenho medo da administração Trump”.

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