O governo dos Estados Unidos elevou o nível de alerta para seus cidadãos que se encontram no Oriente Médio, emitindo uma orientação de segurança máxima nesta terça-feira (3). Em comunicado oficial, o Departamento de Estado norte-americano pediu que os civis do país "saiam imediatamente" da região devido ao agravamento acelerado do cenário de instabilidade política e militar.
O pedido ocorre logo após a confirmação da morte de lideranças iranianas, como o Aiatolá Ali Khamenei, e a resposta militar de Israel, que incluiu invasões por terra no Líbano.
Incerteza regional e impacto em grandes centros
A orientação reflete a gravidade do momento e abrange diversos países, visando proteger a integridade de cidadãos americanos diante de possíveis novas retaliações ou da expansão das áreas de combate.
O clima de guerra já atinge grandes centros comerciais e turísticos que eram considerados seguros, como Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Recentemente, destroços de drones iranianos abatidos atingiram estruturas icônicas, incluindo um hotel de sete estrelas na cidade. Renan, brasileiro que vive em Dubai há três anos, relatou que o cenário de guerra assusta e é uma experiência inédita para a maioria dos residentes.
Transição política e ameaça militar no Irã
Enquanto os civis tentam deixar a região, o Irã iniciou um processo de transição política para gerir o vácuo deixado pela morte de Khamenei. Um conselho provisório, formado pelo presidente Massoud Pezeshkian, pelo chefe do judiciário Gholam-Hossein Mohseni-Ejei e pelo Aiatolá Alireza Arafi, assumiu o comando interino.
Apesar das baixas de quase 50 autoridades na ofensiva, o regime afirma que sua estrutura permanece intacta. O poderio militar iraniano segue em prontidão, com um arsenal de cerca de 3.000 mísseis e quase 4.000 drones, além de vídeos divulgados pela agência estatal mostrando armamentos prontos para lançamento em túneis subterrâneos.
Consequências econômicas e drama humanitário
Além do risco humano, o conflito começa a gerar consequências econômicas globais, afetando setores como a compra de fertilizantes e a logística de importações. No campo humanitário, imigrantes iranianos que residem no Brasil vivem o drama da falta de notícias devido ao corte nas comunicações.
Khazar, que vive no Brasil há quase dez anos, classificou a situação como um "terror", ressaltando que a falta de comunicação torna o cenário de guerra ainda mais insuportável. O Departamento de Estado americano reforça que todos os cidadãos busquem meios de transporte comercial enquanto estes ainda permanecem disponíveis para a retirada imediata.
