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EUA retomam ataques ao Irã na região do Estreito de Ormuz

Regime teria respondido com ataques a alvos de aliados americanos no Oriente Médio

Estadão Conteúdo, com redação
ESTADÃO CONTEÚDO, COM REDAÇÃO

15/07/2026 • 19:22 • Atualizado em 15/07/2026 • 19:22

Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz

Amirhosein Khorgooi/ISNA/via WANA via Reuters

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) informou que as forças americanas iniciaram, às 17h (de Brasília), operações para uma segunda onda de ataques contra o Irã. Segundo o comunicado, as ações têm como alvo capacidades militares iranianas usadas para ameaçar embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz.

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De acordo com a agência iraniana Fars, moradores da região de Chabahar, no sul do Irã, e de de Ahvaz ouviram várias explosões. Houve também relatos de ataques na cidade de Rask, na província de Sistão, próximo ao Baluchistão iraniano, segundo a agência Mehr, que também cita explosões perto de Bandar Abbas.

Sobre o conflito, o presidente Donald Trump esteve em durante uma inauguração ligada à defesa voltou a falar sobre o Irã querer voltar a negociar um acordo.

"Eles querem muito um acordo. Não gostam do que estamos fazendo e querem chegar a um acordo. Vamos descobrir se vamos chegar a um acordo com eles ou se vamos simplesmente acabar com isso de vez", disse.

Resposta do Irã

O Irã também fez ataques a uma base militar dos Estados Unidos em Sheikh Isa, no Bahrein, informou a Fars. Um porta-voz do ministério de Defesa disse que as forças do país interceptaram quatro mísseis de cruzeiro e 21 drones iranianos. Não há registro de mortos.

Jordânia e Kuwait também tiveram registros de ataques iranianos.

A agência iraniana também relatou que o Embaixador britânico em Teerã foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores do Irã, após Downing Street enquadrar o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na Lei britânica de Combate a Ameaças de Estados.

A medida do governo ocorreu um dia após o Reino Unido convocar em Londres o encarregado de negócios do Irã, Ali Nasimfar, em meio a acusação dos britânicos de que o Irã coordenou grupos aliados para realizar ataques pela Europa nos últimos meses.

Estreito de Ormuz e disputa pelo comércio de energia

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás, permanece no centro da disputa. Durante o acordo provisório, navios voltaram a cruzar a área por uma rota próxima a Omã, supervisionada pelos militares americanos, mas o Irã passou a atacar essas embarcações. Washington ameaça reabrir o estreito à força, embora especialistas digam que isso exigiria uma frota maior e possivelmente tropas terrestres, razão pela qual o bloqueio naval é usado como instrumento adicional de pressão.

O barril de petróleo Brent, referência internacional, foi negociado acima de US$ 85 na quarta-feira, mais de 15% acima do nível anterior ao início da guerra, mas ainda abaixo dos quase US$ 120 registrados no auge do conflito.

Quando anunciou o retorno do bloqueio, na segunda-feira (13), Trump também declarou que pretendia impor uma taxa de 20% sobre navios que passassem pelo estreito, mas recuou após pedidos de aliados no Golfo Pérsico. "Eles disseram que adorariam fazer isso de uma forma diferente. Adorariam investir nos Estados Unidos com bilhões e bilhões de dólares", afirmou no Salão Oval, sem esclarecer se os investimentos representam novos compromissos.