
Trump anuncia o envio da Guarda Nacional para Chicago e é alvo de críticas
Reprodução: Reuters / Brian Snyder
Em uma resposta direta à captura de Nicolás Maduro e à crescente intervenção militar na América Latina, o Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta quinta-feira (8), o avanço de uma resolução que visa restringir a autoridade do presidente Donald Trump para conduzir operações militares sem o aval do Congresso.
A votação, que terminou em 52 a 47, evidenciou uma rachadura na base governista. Embora os Democratas tenham liderado a iniciativa, cinco senadores Republicanos votaram contra a orientação da Casa Branca, sinalizando desconforto com a natureza da operação surpresa realizada no território venezuelano.
A proposta foca no controle democrático sobre o uso da força militar na região:
Autorização Prévia: O texto estabelece que qualquer nova ação ofensiva ou ataque contra a Venezuela deve ser submetido à votação e aprovação do Congresso.
Limitação da "Guerra por Decreto": A medida tenta reviver os princípios da Lei de Poderes de Guerra (War Powers Act), buscando evitar que operações de grande escala sejam executadas sob o pretexto de "operações policiais" ou "combate ao narcotráfico".
Obstáculos
Apesar do avanço simbólico e político, a resolução enfrenta um caminho árduo para se tornar lei:
Câmara dos Representantes: Ainda precisa de aprovação na outra casa legislativa.
Veto Presidencial: A imprensa de Washington antecipa que Donald Trump vetará a medida imediatamente após ela chegar à sua mesa.
Justificativa Legal: O governo Trump tem defendido a captura de Maduro não como um ato de guerra tradicional, mas como uma operação de captura de um "fugitivo da justiça" procurado por narcoterrorismo, o que, segundo juristas da Casa Branca, dispensaria autorização prévia.
Falta de comunicação
O mal-estar no Capitólio foi agravado pela revelação de que líderes do partido do próprio presidente não foram comunicados sobre a invasão à Venezuela antes que ela ocorresse. Embora briefings sigilosos tenham sido realizados após o fato para acalmar os aliados, a sensação de que o Executivo está agindo de forma unilateral permanece forte entre os congressistas.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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