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EUA: todos os agentes do ICE em Minneapolis passarão a usar câmeras

Este é o esforço mais recente do governo Trump para aliviar as tensões após os tiroteios e demonstrar que está respondendo aos pedidos de responsabilização

Da redação com Agência Estado
DA REDAÇÃO COM AGÊNCIA ESTADO

03/02/2026 • 08:00 • Atualizado em 03/02/2026 • 08:03

Agentes Federais em Minneapolis

Agentes Federais em Minneapolis

Reuters

Resumo

Implementação imediata de câmeras corporais para todos os agentes do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos em Minneapolis, incluindo membros do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), foi anunciada pela secretária Kristi Noem após mortes a tiros de dois cidadãos americanos por agentes federais.

Expansão nacional do uso de câmeras corporais será realizada conforme disponibilidade de recursos, com Noem declarando publicamente o compromisso de adquirir e distribuir os equipamentos para todas as forças policiais do departamento no país.

Controvérsia sobre a conduta policial aumentou após a morte do enfermeiro Alex Pretti, com versões oficiais alegando que ele estava armado, enquanto vídeos contraditórios mostram Pretti apenas com um celular, e imagens das câmeras corporais dos agentes presentes ainda não foram divulgadas.

Todos os agentes do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos atuando em Minneapolis, incluindo os do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), receberão imediatamente câmeras corporais, disse a secretária da pasta, Kristi Noem. A medida vem após as mortes a tiros de dois cidadãos americanos por agentes federais.

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Noem afirmou que o programa de câmeras corporais está sendo expandido para todo o país à medida que os recursos forem disponibilizados.

"Vamos adquirir e distribuir rapidamente câmeras corporais para as forças policiais do Departamento de Segurança Interna em todo o país", disse Noem em uma publicação nas redes sociais.

A notícia sobre as câmeras corporais surge em um momento em que Minneapolis tem sido alvo de intenso escrutínio sobre a conduta de agentes federais, após dois cidadãos americanos que protestavam contra as medidas de imigração na cidade terem sido baleados e mortos.

Este é o esforço mais recente do governo Trump para aliviar as tensões após os tiroteios e demonstrar que está respondendo aos pedidos de responsabilização.

Nas horas que se seguiram à morte do enfermeiro da UTI Alex Pretti, Noem partiu para o ataque, afirmando diversas vezes que Pretti "chegou armado e com dezenas de cartuchos de munição e atacou" os policiais, que reagiram para "defender suas vidas". Outros membros do governo pintaram um quadro semelhante.

Diversos vídeos que surgiram do tiroteio contradizem essa afirmação, mostrando Pretti com apenas o celular na mão enquanto os policiais o derrubavam no chão , com um deles retirando uma arma da parte de trás da calça enquanto outro policial começava a atirar em suas costas.

O Departamento de Segurança Interna afirmou que pelo menos quatro agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras presentes no local do disparo contra Pretti usavam câmeras corporais. As imagens das câmeras corporais do incidente não foram divulgadas.

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