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Exclusivo – Túlio Amâncio: Reunião entre Lula e Trump deve acontecer por telefonema

Presidente dos EUA afirmou que teve um encontro rápido com o brasileiro na Assembleia Geral da ONU

TÚLIO AMÂNCIO

23/09/2025 • 12:57 • Atualizado em 23/09/2025 • 12:57

Donald Trump e Lula durante Assembleia Geral da ONU

Donald Trump e Lula durante Assembleia Geral da ONU

Montagem/Reuters

Depois que Donald Trump afirmou, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, ter tido um rápido encontro com o presidente brasileiro Lula nos bastidores do evento — ocasião em que, segundo ele, os dois marcaram uma reunião para a próxima semana —, as diplomacias dos dois países iniciaram tratativas para viabilizar o encontro.

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“Eu estava entrando e o líder do Brasil estava saindo. Ele me viu, eu o vi, nós nos abraçamos. Chegamos a um acordo para uma reunião na semana que vem. Não tivemos muito tempo para conversar, foram 20 segundos”, disse Trump. O governo brasileiro confirma o encontro.

De acordo com integrantes do governo brasileiro, é mais provável que ocorra um telefonema entre os dois líderes, já que um encontro presencial exige uma série de preparativos e não haveria tempo hábil. Outra preocupação levantada por fontes é que Trump, em eventual reunião na Casa Branca, poderia tentar atrair Lula para uma “emboscada”, como teria feito com os presidentes da África do Sul e da Ucrânia.

Apesar da cautela, a diplomacia brasileira considerou positiva a menção de Trump ao Brasil, embora mantenha reservas quanto às intenções do líder norte-americano. Ainda assim, a sinalização vinda de Washington foi vista como um bom indicativo para as relações bilaterais.

Donald Trump elogia Lula

“Eu estava entrando e o líder do Brasil estava saindo. Ele me viu, eu o vi, nós nos abraçamos. Chegamos a um acordo para uma reunião semana que vem. Não tivemos muito tempo para conversar, foram 20 segundos”, disse Trump.

“Acho que a reunião vai ser muito boa. Conversamos rapidamente e combinamos uma reunião na semana que vem. Mas parece ser um homem (Lula) muito gentil. Ele gostou de mim, eu gostei dele e eu só trabalho com quem eu gosto. Quando eu não gosto, eu não gosto, mas a química foi boa. Isso é um bom sinal”, acrescentou.

Lula discursou antes de Trump

Na abertura da Assembleia Geral da ONU, Lula criticou as intervenções externas sobre processos do poder Judiciário brasileiro e afirmou que há colaboração de “falsos patriotas, que arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil”.

“Não há justificativas para medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa economia A agressão contra a independência do poder Judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema-direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas, arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil”, disse.

Lula também chegou a afirmar que "a democracia falha quando mulheres ganham menos que homens”.

“Democracias sólidas vão além do ritual eleitoral. Seu vigor pressupõe a redução das desigualdades e a garantia dos direitos mais elementares: a alimentação, a segurança, o trabalho, a moradia, a educação e a saúde”, disse Lula.

“A democracia falha quando as mulheres ganham menos que os homens ou morrem pelas mãos de parceiros e familiares”.

“Ela perde quando fecha suas portas e culpa migrantes pelas mazelas do mundo. A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo”, declarou.

Trump afirma que acabou com 7 guerras

Durante o seu discurso nesta terça, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse que acabou com sete guerras sem a ajuda da Organização das Nações Unidas e afirmou: “nenhum presidente ou primeiro-ministro em nenhum país chegou perto desse feito”.

“Em sete meses, eu coloquei fim a sete guerras que não iriam acabar. Guerras e conflitos inconciliáveis, que duravam mais de 30 anos. Em todos os casos, ceifavam as vidas de milhares de pessoas, Camboja, Tailândia, Kosovo, Sérvia, Congo, Ruanda, Paquistão, Índia, Israel e Irã, Egito e Etiópia, Armênia e Azerbaijão”, disse o presidente.

Trump ainda criticou a ONU, afirmando que não recebeu ajuda para a mediação ou solução dos conflitos, e que precisou fazer o processo de pacificação sozinho.

“Nenhum presidente ou primeiro-ministro em nenhum país chegou perto desse feito. Infelizmente, eu tive que fazer isso ao invés da ONU, que não ajudou em nenhum dos casos. Não recebi nenhuma ligação da ONU oferecendo ajuda para finalizar esse processo de paz”, completou.