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Filipinas declaram estado de emergência após tufão Kalmaegi deixar mortos e desaparecidos

Este foi o 20º ciclone tropical a atingir o país asiático neste ano, sendo o mais mortal até agora

Da redação
DA REDAÇÃO

06/11/2025 • 07:35 • Atualizado em 06/11/2025 • 07:39

Tufão nas Filipinas

Tufão nas Filipinas

REUTERS/Eloisa Lopez

O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., declarou estado de emergência na manhã desta quinta-feira, 6 (horário local), em resposta à devastação causada pela passagem do tufão Kalmaegi. A decisão foi anunciada durante uma reunião com autoridades de resposta a desastres, visando avaliar as consequências do fenômeno, que deixou ao menos 114 mortos e 127 desaparecidos no país.

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O estado de emergência permite que o governo libere fundos emergenciais de forma mais rápida para as áreas atingidas. Além disso, a medida busca evitar a corrida aos supermercados por alimentos e impedir a disparada dos preços.

O Kalmaegi, classificado como o 20º ciclone tropical a atingir o arquipélago asiático neste ano, é considerado o mais mortal até o momento. A maioria das vítimas fatais, 114 pessoas, morreu afogada em decorrência das enchentes repentinas.

Impacto humanitário e contexto climático

A passagem do ciclone tropical Kalmaegi afetou quase 2 milhões de filipinos. Mais de 560 mil moradores foram desalojados, sendo que quase 450 mil foram evacuados e encaminhados para abrigos de emergência.

As Filipinas são atingidas anualmente por cerca de 20 tufões e tempestades, além de serem frequentemente atingidas por terremotos e abrigarem mais de uma dúzia de vulcões ativos. Esta combinação de fatores faz com que o país seja um dos mais propensos a desastres naturais do mundo.

Cientistas e especialistas alertam que as tempestades vêm se tornando mais poderosas em razão das mudanças climáticas. O aquecimento dos oceanos acelera a intensificação dos tufões, e uma atmosfera mais quente retém mais umidade, resultando em chuvas mais volumosas e destrutivas. O texto do Jornal da Band indica que a passagem do ciclone provocou enchentes repentinas.

As autoridades agora trabalham no resgate e na assistência às vítimas, enquanto o estado de emergência permanece em vigor para garantir a mobilização de recursos e o apoio à população afetada.

*Com informações do Estadão Conteúdo.