Band Jornalismo

Fiscalização interdita depósito irregular de produtos da WePink em Anápolis

Operação conjunta da Vigilância Sanitária e Polícia Militar identificou falta de alvarás e autorização da Anvisa em centro de distribuição de cosméticos

Da redação
DA REDAÇÃO

17/04/2026 • 18:46 • Atualizado em 17/04/2026 • 18:46

Fiscalização interdita depósito irregular de produtos da WePink em Anápolis

Fiscalização interdita depósito irregular de produtos da WePink em Anápolis

Ascom/Prefeitura de Anápolis

Fiscais de Postura e da Vigilância Sanitária de Anápolis, em Goiás, interditam, nesta sexta-feira (17), um depósito de cosméticos e suplementos alimentares na Avenida Brasil Sul, no Bairro São João. O estabelecimento servia como centro de armazenamento e distribuição para produtos da marca WePink, empresa associada à influenciadora Virginia Fonseca. A ação contou com o apoio de policiais militares que integram o programa Linha de Frente.

Compartilhar

Durante a inspeção, as autoridades confirmam que o local operava de forma totalmente irregular perante o município e os órgãos reguladores federais. A ausência de documentos básicos de funcionamento motivou o fechamento imediato da unidade. No momento da abordagem, nenhum responsável técnico ou representante legal da empresa foi identificado para prestar esclarecimentos às equipes de fiscalização.

Irregularidades e falta de autorização da Anvisa

A interdição fundamenta-se em uma série de infrações administrativas e sanitárias graves. De acordo com a fiscalização municipal, o depósito não possui alvará de funcionamento nem o alvará sanitário necessário para o manuseio de itens de cuidado pessoal e saúde. Além disso, o prédio operava sem o certificado do Corpo de Bombeiros (CERCOM), documento essencial para garantir a segurança das instalações e dos trabalhadores.

O ponto mais crítico apontado pelos fiscais é a inexistência da Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A AFE é uma exigência legal para qualquer estabelecimento que realize atividades de armazenamento e distribuição de cosméticos, produtos de higiene pessoal e suplementos alimentares. Sem esse registro, a procedência e as condições de conservação dos itens distribuídos pela marca na região não possuem garantias oficiais de segurança sanitária.

A operação em Anápolis reflete o endurecimento da fiscalização sobre centros logísticos que atendem ao mercado de e-commerce e influenciadores digitais. A Vigilância Sanitária reforça que a regularização documental é indispensável para assegurar que os produtos que chegam ao consumidor final tenham sido estocados sob normas técnicas adequadas.

Com o local lacrado, a empresa fica impedida de realizar qualquer movimentação de carga no endereço até que todas as licenças sejam apresentadas e aprovadas pelos órgãos competentes. O caso segue sob análise das autoridades municipais, que devem avaliar a aplicação de multas e as sanções administrativas cabíveis ao CNPJ responsável pela operação logística.