
Flávio Bolsonaro
Adriano Machado/Reuters
Como um “presidente em espera”, o senador Flávio Bolsonaro escolheu a “vitrine internacional” de Israel para dizer que a melhor forma de combater o antissemitismo no Brasil “é tirar Lula do poder”.
As relações entre Brasil e Israel estão no pior nível em décadas. Lula foi considerado persona non grata, depois que equiparou a guerra israelense em Gaza ao Holocausto nazista, e os dois países estão sem embaixadores em ambas as capitais.
Com o irmão Eduardo ao lado, ajudando-o no inglês, Flávio prometeu transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, reposicionar o Brasil como aliado explícito de Israel e romper com a política externa de Lula, para ele alinhada a ditaduras, durante uma entrevista ao jornal israelense Jerusalem Post desta quarta-feira.
Flávio Bolsonaro foi à Israel para participar da conferência “Geração da Verdade”, misto de combate ao antissemitismo e construção de alianças políticas. Da “vitrine” israelense ele pretende ter falado tanto para a direita evangélica latino-americana, como ao público judeu em Israel e nos EUA, e à diáspora brasileira.
Israel é uma democracia “sob cerco” que, para Flávio, será um ativo eleitoral, com as selfies tiradas, frases curtas e promessas que gravou durante sua estadia. O irmão Eduardo aproveitou para reforçar que é perseguido pela mídia, pelo Judiciário e pelo sistema. Ele prometeu: se o Brasil volver à direita, em 2026, Israel vai sentir o impacto imediatamente.
Os irmãos Bolsonaro apoiaram os “Acordos de Isaac”, para aproximar países latino-americanos a Israel, inspirados nos “Acordos de Abrão”, iniciativa do presidente Trump que normalizou relações entre Israel e países árabes.
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