Resumo
Entrevista coletiva realizada neste domingo apresentou o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro afirmando que sua pré-candidatura pode ser retirada caso receba uma contrapartida negociada, cujo valor será revelado posteriormente.
Declaração do senador destacou a possibilidade de manter a candidatura até o fim, prometendo ser um "Bolsonaro muito mais centrado", com foco em pacificação nacional e maior experiência política.
Agenda política inclui reunião de Flávio Bolsonaro com os presidentes do PL (Valdemar Costa Neto), União Brasil (Antônio Rueda) e Progressistas (Ciro Nogueira) marcada para segunda-feira, dia 8.
Em entrevista coletiva neste domingo, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro disse que sua pré-candidatura "tem um preço" e pode ser retirada caso uma contrapartida seja oferecida em troca.
"Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim e eu tenho um preço para isso, que eu vou negociar. Eu tenho um preço, só que eu só vou falar para vocês amanhã", afirmou Flávio.
O senador afirmou ainda que, caso mantenha sua candidatura até o fim, será um "Bolsonaro muito mais centrado".
"A partir do momento que eu tenho a possibilidade, com esta exposição e a cobertura que vocês da imprensa vão me dar, de conhecer um Bolsonaro diferente, um Bolsonaro muito mais centrado, um Bolsonaro que conhece a política, que conhece Brasília e que vai realmente querer fazer uma pacificação nesse país", declarou.
Flávio Bolsonaro também afirmou que vai se reunir com os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, do União Brasil e do Progressistas, Antônio Rueda e Ciro Nogueira, respectivamente, nesta segunda-feira (8).
Veja as respostas de Flávio na coletiva deste domingo
Como é que o senhor decidiu a pré-campanha, Senador?
A gente toma essa decisão no momento em que o Presidente Bolsonaro se sentiu mais confortável de me pedir que anunciasse. A decisão dele não foi só na terça-feira, a gente já vem conversando há bastante tempo. Ele já tinha me falado algumas vezes que... perguntando se eu toparia colocar o meu nome para disputar, tudo sabe das dificuldades. Eu sempre disse para ele que estava na mão de Deus e ele sentiu por bem que eu fizesse, após a reunião com ele e após conversar com algumas pessoas, e assim foi feito na semana passada. E agora é trazer as pessoas certas para o nosso lado, começar a colocar no papel aquilo que a gente pretende de caminho para o Brasil, porque é disso que se trata a eleição agora. As pessoas, vocês inclusive que também são eleitores, não vão votar só numa pessoa. Vocês não vão escolher uma pessoa para ser o Presidente do Brasil, vocês vão escolher um caminho, que é o caminho que o Brasil vai seguir nos próximos quatro anos. Eu acho que a grande maioria está de acordo que não dá para continuar nesse rumo de tragédia anunciada com o atual governo.
Como o senhor avalia a resposta do mercado ao anúncio da sua pré-candidatura?
Olha, eu avalio como natural. Eu avalio que, assim como o mercado, eu também tenho a convicção de que mais quatro anos o Brasil não aguenta. Só que eles fazem uma análise precipitada, no meu ponto de vista, porque a partir do momento que eu tenho a possibilidade, com essa exposição e a cobertura que vocês da imprensa vão me dar, de conhecer um Bolsonaro diferente, um Bolsonaro muito mais centrado, um Bolsonaro que conhece a política, que conhece Brasília e um Bolsonaro que realmente vai querer fazer uma pacificação nesse país diferente do que a gente está vendo com o atual governo... Que disse que viria para pacificar o país, disse que viria para governar para todos, mas na verdade o que a gente está vendo é o uso da máquina pública para perseguir opositores políticos, para alimentar cada vez mais a discórdia. E quem está sofrendo com isso é o povo na ponta da linha que não vê uma perspectiva de melhorar a sua vida, que está vendo as suas liberdades ameaçadas, um povo que está triste, de cabeça baixa, que não acredita mais na classe política, que não acredita mais no Judiciário. E é isso que a gente tem que resgatar.
Tem risco do senhor não ir até o fim?
Olha, tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho um preço para isso. Eu vou negociar. Eu tenho um preço para não ir até o fim. Só que eu só vou falar para vocês amanhã.
Qual foi a reação do Tarcísio à sua pré-candidatura?
Olha, o Tarcísio é um cara fora de série. Após a conversa na terça-feira com o meu pai, a primeira pessoa que eu fiz questão de conversar foi o Tarcísio. E a reação dele foi a reação que eu também teria se fosse o contrário, se fosse o Tarcísio o indicado pelo Presidente Bolsonaro para disputar as eleições, já que nós não estamos no momento com a possibilidade do Jair Bolsonaro ser o nosso candidato a Presidente. Então, seria exatamente o contrário. Então foi muito boa a reação. Um cara que se mostrou de peito aberto, mais uma conversa muito franca e sincera como eu tive todas as vezes com ele. E, para mim, o Tarcísio é o principal cara do nosso time hoje. Porque eu tenho a convicção de que a gente vai resgatar o Brasil, a gente vai ganhar a eleição, começando por São Paulo, com uma diferença maior de votos em relação à esquerda do que nós tivemos em 2022. Então não tem fragmentação da direita.
O senhor espera a união de direita?
Não tem fragmentação. Está todo mundo junto para tirar essa ameaça à democracia, essa ameaça às famílias brasileiras, para tirar a pessoa que incentiva criminoso, a pessoa que não faz a sua parte para libertar as pessoas que hoje vivem sob o domínio da milícia, sob o domínio de um traficante de drogas. É um governo que não faz nada para coibir os narcoterroristas. Então todos nós, todos os partidos que você falou, independentemente de quem esteja na cabeça, a gente vai estar junto, a gente vai estar comemorando, se Deus quiser, após as eleições de 26, juntos, para a gente governar o Brasil juntos, seja qual for a pessoa. A pessoa é o de menos, é isso que eu estou colocando aqui.
O senhor vai conversar com as lideranças?
Já vou amanhã, já vou ter uma conversa com alguns líderes partidários para entender melhor, para que... Eu acho que já demos alguns dias para que todos pudessem digerir essa notícia, que eu reconheço que pegou muita gente de surpresa. Não era o que grande parte da política estava esperando, mas foi o que Deus promoveu aqui, me fez tocar no coração e no coração do meu pai que a gente tivesse que fazer nesse momento. Vamos conversar amanhã com Valdemar, com Rueda, com Ciro Nogueira, o Rogério Marinho, que é o nosso líder, e vamos fazer o convite também ao Marcos Pereira nesse primeiro momento para que todos possam conversar, sem compromisso de absolutamente nada, para que todos possamos ali trocar as nossas impressões e que todos vão ouvir da minha boca que o projeto que a gente vai colocar no papel é o projeto que vai ser vencedor.
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