
Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Carlos Moura/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, planeja nas próximas semanas reforçar a aproximação com líderes religiosos em todo o país, com encontros individuais com pastores e padres e a organização de um evento nacional com as principais lideranças evangélicas, incluindo, na sexta-feira (27), visita ao pastor José Wellington, em São Paulo.
Segundo aliados do senador, a ideia é que Flávio procure pessoalmente referências religiosas tanto do meio evangélico quanto do católico para apresentar seu projeto e ouvir demandas do segmento. Esses encontros, afirmam, devem ocorrer de forma reservada, em agendas distribuídas por diferentes estados.
Além das conversas individuais, o plano em discussão prevê um grande encontro com pastores de expressão nacional ligados a diferentes denominações evangélicas. A reunião ainda não tem data definida, mas é tratada internamente como um dos eixos centrais da pré-campanha voltada ao eleitorado religioso.
Visita a líder da Assembleia de Deus em São Paulo
Na sexta-feira (27), Flávio programa visitar o pastor José Wellington, presidente da Assembleia de Deus – Ministério Belém, considerada uma das igrejas evangélicas mais influentes do país. A convenção que ele comanda em São Paulo afirma reunir cerca de 8,3 mil templos associados e dois milhões de fiéis.
José Wellington também é presidente de honra da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, hoje presidida por seu filho, o que amplia seu peso político entre evangélicos. Como a denominação Assembleia de Deus é descentralizada, diferentes convenções reúnem alas distintas, como a Assembleia de Deus – Vitória em Cristo, liderada pelo pastor Silas Malafaia, e a Assembleia de Deus – Madureira.
Religião no centro da estratégia eleitoral
Evangélico declarado, Flávio busca repetir a forte conexão com o eleitorado religioso construída pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nos últimos meses, o senador viajou a Israel e intensificou a publicação de orações e versículos bíblicos em suas redes sociais, com foco em temas caros ao público conservador.
O segmento religioso, em especial o evangélico, tem peso relevante nas disputas nacionais e ganhou protagonismo nas eleições recentes, quando lideranças de grandes igrejas se engajaram em campanhas. Nesse contexto, a movimentação de Flávio para ampliar o diálogo com pastores e padres reforça a tentativa de se credenciar como opção competitiva entre eleitores de perfil conservador e religioso.
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