
Terremoto destruiu aldeias na província de Kunar, no Afeganistão
Reprodução/Bakhtar
Fotos mostram a grandeza da destruição em regiões do Afeganistão, atingidas por um terremoto de magnitude 6 que, até agora, já matou ao menos 800 pessoas, segundo informações do governo local.
O leste do Afeganistão foi a região mais afetada pelo tremor. Sem recursos para construções que resistam ao impacto de terremotos, aldeias foram destruídas, a exemplo do que ocorreu na província de Kunar. Há registro de vários mortos e feridos nos distritos de Tehpur, Manoki, Jaba Valley, Sokhi e Nurghul.
Outra província bastante afetada é a de Nangarhar. A imprensa local diz que moradores afirmam que paredes e telhados de casas desabaram. Veja fotos abaixo!
Imagens do Ministério da Defesa do Afeganistão mostram a ação de helicópteros no resgaste das vítimas. Em Cabul, a capital do país, militares foram direcionados para as regiões remotas para as operações.
Para a imprensa, o porta-voz do regime liderado pelo Talibã, Mawlavi Zabihullah Mujahid, anunciou 100 milhões de afeganes para minimizar os efeitos do terremoto. O tremor de domingo foi seguido por cinco réplicas, sentidas a centenas de quilômetros.
Apoio da ONU
Mais cedo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, informou que equipes das Nações Unidas estão mobilizadas no Afeganistão e que não medirão esforços para ajudar as vítimas.
“Apresento minhas mais profundas condolências às famílias das vítimas e desejo uma rápida recuperação aos feridos. A equipe @UN no Afeganistão está mobilizada e não poupará esforços para ajudar os necessitados nas áreas afetadas”, escreveu Guterres no X.
Propensão a terremotos
O Afeganistão é propenso a terremotos, particularmente na cordilheira do Hindu Kush, onde as placas tectônicas indiana e eurasiática se encontram.
Uma série de terremotos no oeste atingiu o país no ano passado, confirmando a vulnerabilidade de uma das nações mais pobres do mundo a desastres naturais.
Em outubro de 2023, um terremoto de magnitude 6,3 atingiu o Afeganistão, seguido por fortes tremores secundários. Na época, foram estimadas ao menos 4 mil mortes pelo Talibã, mas ao contrário do número da ONU, de cerca de 1,5 mil.
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