
França libera navio russo suspeito de ser porta-drones
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A França liberou o petroleiro russo Boracay, que apreendeu navegando com a bandeira de Benin na região do Loire-Atlântico, perto do porto de Saint-Nazaire, por suspeita de ser o porta-drone que está deixando a Europa “histérica” — segundo diagnóstico feito pelo presidente Vladimir Putin.
A “histeria” aumentou mais nesta quinta e sexta-feira com novas aparições de drones na Alemanha e na Bélgica, depois que já visitaram a Dinamarca, Polônia, Noruega; França, Lituânia, Letônia, Romênia e Estônia.
O petroleiro e porta-drone Boracay troca de nome e bandeira com frequência, como todos os navios da frota paralela russa, para escapar a sanções. Ele também é chamado de Pushpa. E antes, era Kiwala. Esteve detido no ano passado pela Marinha da Estônia. E navegava em águas próximas à Dinamarca quando drones a invadiram, coincidindo (?) com a cúpula de líderes da União Europeia em Copenhague para debater mais ajuda à Ucrânia. Fontes israelenses comentam que não “coincidências” em casos assim.
Boracay é o nome de um destino turístico paradisíaco na região de Visayas, nas Filipinas. Areia da praia branca, água do mar azul-cristalina, muita badalação noturna e um famoso festival que celebra a herança indígena, Ati-atihan. O xará petroleiro foi descrito pelo presidente Emmanuel Macron como autor de “graves crimes”, e as investigações prosseguem no histórico porto de Saint-Nazaire.
Embora principal suspeito de ser, na verdade, o porta-drones que assola a Europa, o Boracay/Pushpa ainda não foi julgado culpado. Faltam provas. Mas o rastreio de sua trajetória o coloca perto dos enxames de drones invasores de aeroportos europeus que são também bases aéreas da OTAN.
O presidente Putin nega estar no controle remoto dos drones. Mas a maioria foi identificada como do tipo Geran, o iraniano Shahed 136, os camicases disparados contra a Ucrânia. Outros usam sistemas híbridos VTOL (de decolagem e aterragem vertical), que desaparecem rapidamente, como tem ocorrido em alguns dos casos, e são usados em operações de espionagem. Os drones que sobrevoaram a Alemanha, Dinamarca e Noruega não foram identificados, porque seriam modelos comerciais modificados. A maioria é controlada por IA e lançados de áreas próximas aos alvos.
Todos os dados de sensores sobre os drones estão sendo compartilhados em tempo real pela União Europeia, integrados a plataformas espaciais e satélites. Toda a comunicação do cargueiro Boracay continua sob investigação.
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