
Internet reage às falas de chanceler da Alemanha
REUTERS/Heiko Becke
Os brasileiros não gostaram e reagiram às falas do chanceler alemão Friedrich Merz sobre a COP30. Pelo menos na internet, a repercussão foi imediata.
Depois de afirmar, em um evento no Congresso Alemão do Comércio, que a Alemanha era “um dos países mais bonitos do mundo” e que jornalistas alemães que estiveram na COP30, em Belém, “ficaram felizes de ir embora da cidade”, as buscas por Merz dispararam.
Segundo dados da Sala Digital, o termo “chanceler alemão” bombou no Google no Brasil nesta terça-feira (18), registrando um aumento repentino no interesse do público. O país também liderou as buscas pelo termo “chanceler” e foi o terceiro que mais pesquisou por “Friedrich Merz” nas últimas 24 horas, atrás apenas da Alemanha e da Suíça.
Em outras palavras: muita gente correu para entender por que ele disse o que disse e qual o peso de suas palavras dentro da política alemã.
A seguir, você confere as principais perguntas feitas no buscador sobre o cargo de chanceler e sobre o próprio Merz.
O que faz um chanceler?
Na prática, o chanceler é o chefe de governo da Alemanha. Ele coordena os ministros, define prioridades, conduz a política interna e externa e traça as diretrizes estratégicas que o país deve seguir. É uma função semelhante à de um primeiro-ministro em outros sistemas políticos.
Quem é o chanceler alemão?
Friedrich Merz é advogado, político experiente e líder da União Democrata Cristã (CDU). Assumiu o governo em maio de 2025 prometendo reposicionar economicamente a Alemanha e adotar uma postura mais assertiva na política internacional.
Ele é de direita ou de esquerda?
Merz é associado ao campo conservador de centro-direita. Seu partido, a CDU, tradicionalmente defende economia de mercado, responsabilidade fiscal e posições moderadas em temas sociais.
O que o chanceler da Alemanha falou sobre o Brasil?
Em seu discurso na Alemanha, Merz afirmou que os jornalistas que o acompanharam na COP30 estariam “felizes por ir embora” e que ninguém quis ficar em Belém. As declarações foram interpretadas como críticas à cidade-sede e provocaram desconforto diplomático poucos dias após o maior evento climático do mundo.
Ele também declarou que a Alemanha pretende apoiar o fundo climático defendido pelo Brasil — o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) —, mas não anunciou valores, o que frustrou os articuladores brasileiros, que esperavam um compromisso mais robusto.
Por que o chanceler criticou a COP?
Há duas interpretações principais:
1. Economia x clima
Merz argumenta que políticas climáticas não podem “ir contra a economia”, reforçando uma visão mais pragmática, na qual metas ambientais precisam caminhar com crescimento econômico.
2. Experiência na COP30
A fala sobre Belém soou como crítica ao evento ou à infraestrutura local. Mesmo que não tenha mencionado problemas específicos, o tom foi suficiente para gerar desconforto.
Repercussão política
A resposta brasileira veio rápido.
O prefeito de Belém, Igor Normando, publicou um vídeo chamando as falas de Merz de “arrogantes e preconceituosas”.
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), escreveu no X (antigo Twitter):“Curioso ver quem ajudou a aquecer o planeta estranhar o calor da Amazônia. Um discurso preconceituoso do chanceler alemão.”
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu com humor e ironia. Segundo ele, h2.
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