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Furacão Melissa: o desastre lento que ameaça o Caribe

Especialistas alertam para rápida intensificação da tempestade tropical, que pode atingir categoria 5 e causar danos catastróficos na Jamaica, Cuba e Haiti

LEANDRO SANT'ANA

24/10/2025 • 16:24 • Atualizado em 24/10/2025 • 16:24

Furacão Melissa: o desastre lento que ameaça o Caribe

Furacão Melissa: o desastre lento que ameaça o Caribe

Reprodução

Um desastre lento. É assim que a tempestade tropical Melissa tem sido descrita pelos maiores especialistas em furacões do mundo. O sistema, que avança lentamente pelo Caribe Central, encontra condições ideais para se transformar em um dos furacões mais poderosos da temporada, com potencial para atingir a categoria 5 na escala Saffir-Simpson.

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As águas excepcionalmente quentes do Caribe — que atingem centenas de metros de profundidade — estão fornecendo a energia necessária para a rápida intensificação de Melissa.

Atualmente, Melissa segue como tempestade tropical, com ventos sustentados de 95 km/h (60 mph) e movimento muito lento, a cerca de 370 km ao sudeste de Kingston (Jamaica), sob alerta de vigilância para a Jamaica e o sudoeste do Haiti. A previsão oficial indica que deve se tornar furacão no sábado e atingir o status de “major hurricane” (categoria 3 ou superior) no domingo.

As projeções indicam que, em áreas terrestres da Jamaica, Melissa pode registrar ventos que ultrapassem 260 km/h, equivalentes aos de um furacão sólido de categoria 5 na escala Saffir-Simpson. Com essa intensidade, são esperados danos catastróficos causados pelo vento, e rajadas ainda mais fortes são prováveis nas áreas costeiras.

Com o deslocamento arrastado, a maior ameaça imediata, segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), é a chuva extrema e persistente, capaz de provocar inundações catastróficas e deslizamentos de terra na Jamaica, no sul do Haiti e em partes da República Dominicana.

As projeções apontam acúmulos entre 250 e 500 milímetros de chuva, e trechos da Jamaica podem enfrentar condições de furacão por até 72 horas, dependendo da trajetória e da velocidade de avanço.

O movimento lento da tempestade — e do eventual grande furacão — significa muitas horas de chuva torrencial, ventos intensos e ondas erosivas, o que aumenta significativamente o potencial destrutivo do fenômeno.

Melissa é a 13ª tempestade nomeada da temporada de furacões no Atlântico, que vai de 1º de junho a 30 de novembro.

O que é a escala Saffir-Simpson

A escala Saffir-Simpson é usada internacionalmente para classificar a força dos furacões com base na velocidade dos ventos sustentados.

Ela vai de Categoria 1 (menor intensidade) a Categoria 5 (a mais destrutiva):

  • 119–153 km/h Danos leves em telhados e árvores
  • 154–177 km/h Estruturas danificadas e risco de queda de energia
  • 178–208 km/h Danos estruturais graves; risco à vida
  • 209–251 km/h Danos catastróficos em casas e infraestruturas
  • ≥ 252 km/h Destruição quase total; impacto humanitário severo

Um furacão de categoria 5 é raríssimo e devastador — capaz de transformar completamente regiões inteiras, com semanas ou meses de recuperação.

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