O cessar-fogo em Gaza não está valendo em Udine, na Itália, onde as seleções israelense e italiana disputam uma vaga para a Copa do Mundo. Franco atiradores estão em alto de prédios e helicópteros sobrevoam a cidade. A maior parte do comércio e restaurantes decidiu não abrir. Há manifestações pró-palestinas e anti-israelenses previstas.
Nas ruas de Udine, protestando, deverá ter mais manifestantes, talvez cerca de10 mil, do que torcedores no estádio Friuli, que vendeu apenas 9 mil dos 25 mil ingressos. O jogo foi classificado como de “alto risco”.
Udine foi escolhida para sede do jogo porque de acesso difícil, perto da fronteira da Eslovênia, no noroeste da Itália. Se necessário, o estádio pode ser isolado. Só passarão pelos bloqueios militares quem mostrar o ingresso.
O técnico da seleção italiana Gennaro Gattuso declarou “lindo” o cessar-fogo em Gaza. Achava que acalmaria a tensão antes do jogo, decisivo para quem não se qualificou para as duas últimas copas. Mas não parece ser o caso. “Respeito aqueles que ficarão do lado de fora... mas estou bem feliz com o cessar-fogo da guerra” — ele declarou.
O técnico da seleção israelense, Ran Ben Shimon, disse que estava emocionado com o cessar-fogo em Gaza, mas que seu foco era 100% futebol. A vitória sobre Israel colocará a Itália em segundo lugar em seu grupo, cujo líder é a Noruega.
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