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Fux diz que Bolsonaro não sabia do plano Punhal Verde e Amarelo

O ministro do Supremo Tribunal Federal pontua que não há absolutamente nenhuma prova que denote a contribuição de Bolsonaro para as ações documentadas

Da redação
DA REDAÇÃO

10/09/2025 • 19:59 • Atualizado em 10/09/2025 • 19:59

Fux

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Rosinei Coutinho/STF

Durante a leitura do voto no julgamento que pode condenar Jair Bolsonaro e outros sete réus, o ministro Luiz Fux disse que o ex-presidente não sabia sobre o plano chamado Punhal Verde e Amarelo, um plano para matar Moraes, Lula e Alckmin.

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“Não há nenhum elemento que identifique ciência do ex-presidente em relação à minuta do plano Punhal Verde e Amarelo. A gente que conheceu. Mas não há prova aqui que esse real conheceu”, diz Luiz Fux.

O ministro do Supremo Tribunal Federal pontua que não há absolutamente nenhuma prova que denote a contribuição de Bolsonaro para as ações documentadas.

“O mais importante para a análise presente é perceber que não há absolutamente nenhuma prova que denote a ciência ou a contribuição do réu Jair Bolsonaro para as ações documentadas no Grupo 2022. Copa 2022, assim como não há elementos de desfavor do acusado que tanjam o planejamento Punhal Verde e Amarelo”, finaliza o ministro.

O que é o Punhal Verde e Amarelo

Foi identificada a existência de um detalhado planejamento operacional, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, voltado ao homicídio de Lula e Alckmin.

Ainda estavam nos planos a prisão e execução de Moraes, que vinha sendo monitorado continuamente.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por tentar um golpe de Estado após as eleições de 2022. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro, enquanto presidente, soube e concordou com um plano de execuções de autoridades públicas batizado de "Punhal Verde e Amarelo".

A PGR menciona provas coletadas pela Polícia Federal (PF) para concluir que Bolsonaro soube do plano de assassinatos por meio do general Mário Fernandes, secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência e autor do esboço criminoso. Fernandes estava em posse do plano de assassinatos em duas ocasiões em que se encontrou com Jair Bolsonaro: na tarde de 9 de novembro de 2022, no Palácio da Alvorada, e na noite de 6 de dezembro, no Palácio do Planalto.

Em 9 de novembro, Fernandes imprimiu o "Punhal" no Planalto, 39 minutos antes de entrar no Alvorada, onde estavam Jair Bolsonaro e o tenente-coronel Mauro Cid, seu então ajudante de ordens. Em 6 de dezembro, Fernandes voltou a imprimir o "Punhal" em um equipamento do Planalto. Naquele momento, Bolsonaro, Cid e um "kid preto" estavam no local. Três dias depois, Fernandes enviou um áudio a Cid elogiando Bolsonaro por ter "aceitado o nosso assessoramento".

"O plano foi arquitetado e levado ao conhecimento do presidente da República, que a ele anuiu", concluiu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, era uma das quatro vítimas do plano, além da chapa eleita nas urnas no mês anterior, composta por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). Uma quarta vítima, apelidada de "Juca", foi descrita pelos golpistas como "iminência parda do futuro governo", mas não foi identificada pela PF. A ação contaria com o apoio operacional de "kids pretos", como são chamados os militares das Forças Especiais do Exército Brasileiro.