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Gastos militares globais aumentaram quase 3% em 2025, diz pesquisa

Países que mais gastaram com defesa foram EUA, China e Rússia, alcançando um total combinado de US$ 1,48 trilhão, ou 51% do total global

ESTADÃO CONTEÚDO

27/04/2026 • 11:18 • Atualizado em 27/04/2026 • 11:21

Militar da defesa aérea dispara contra um drone russo, na região de Kharkiv, na Ucrânia

Militar da defesa aérea dispara contra um drone russo, na região de Kharkiv, na Ucrânia

Sofiia Gatilova/Reuters

Os gastos militares globais atingiram US$ 2,88 trilhões em 2025, um aumento de 2,9% em termos reais em relação a 2024, e os três países que mais gastaram com defesa foram os EUA, China e Rússia, alcançando um total combinado de US$ 1,48 trilhão, ou 51% do total global, segundo pesquisa do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri).

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Apesar do avanço, o número é significativamente menor do que o aumento de 9,7% registrado em 2024. A desaceleração se deve em grande parte à queda nos gastos militares de Washington, que somaram US$ 954 bilhões em 2025, valor 7,5% menor do que o do ano anterior.

O recuo refletiu sobretudo o fato de que nenhuma nova assistência financeira militar à Ucrânia foi aprovada ao longo do ano, em forte contraste com os três anos anteriores, quando um total de US$ 127 bilhões foi aprovado.

Por outro lado, o principal fator por trás do aumento global dos gastos militares em 2025 foi um salto de 14% na Europa, para US$ 864 bilhões. Na mesma linha, os gastos da Rússia e da Ucrânia continuaram a crescer no quarto ano da guerra.

As despesas militares de Moscou avançaram 5,9% em 2025, para US$ 190 bilhões, o equivalente a 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Já Kiev elevou seus gastos em 20%, para US$ 84,1 bilhões, ou 40% do PIB.

No Oriente Médio, o total foi de cerca de US$ 218 bilhões em 2025, apenas 0,1% acima do registrado em 2024. Os gastos militares de Israel caíram 4,9%, para US$ 48,3 bilhões, refletindo a redução da intensidade da guerra em Gaza. Os do Irã também recuaram pelo segundo ano consecutivo, com queda de 5,6%, para US$ 7,4 bilhões em 2025. A diminuição em termos reais foi consequência da inflação anual de 42%, embora os gastos tenham aumentado em termos nominais.