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Geraldo Alckmin confirma saída do Ministério do Desenvolvimento em abril

Vice-presidente deixa a pasta para cumprir prazo eleitoral, mas permanece no cargo ao lado de Lula; sucessor ainda não foi definido

Da redação
DA REDAÇÃO

05/03/2026 • 16:39 • Atualizado em 05/03/2026 • 16:39

Geraldo Alckmin, vice-presidente, deixa o cargo de ministro em abril

Geraldo Alckmin, vice-presidente, deixa o cargo de ministro em abril

Cadu Gomes/VPR

Resumo

Confirmação da saída de Geraldo Alckmin do comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ocorre em anúncio oficial em Brasília, motivada pelo prazo de desincompatibilização da Justiça Eleitoral para ministros que pretendem disputar eleições em 2026.

Garantia de aptidão jurídica de Alckmin para compor chapa eleitoral é obtida com desligamento do ministério até 4 de abril, permitindo-lhe concorrer à reeleição como vice-presidente ou disputar outros cargos, como Senado ou Governo de São Paulo, sem a necessidade de renúncia ao cargo de vice-presidente.

Indefinição do sucessor no MDIC permanece, enquanto Palácio do Planalto prepara anúncio nos próximos dias, em meio a possível reforma ministerial que pode incluir saídas de outros ministros como Camilo Santana (Educação) e Renan Filho (Transportes) para participarem das eleições.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, confirmou oficialmente nesta quinta-feira (5) que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O anúncio foi feito durante uma agenda sobre os dados da balança comercial brasileira, em Brasília.

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A saída de Alckmin do primeiro escalão do governo está marcada para o dia 4 de abril. A data não é coincidência: trata-se do prazo limite de desincompatibilização estabelecido pela Justiça Eleitoral para quem ocupa cargos no Executivo e pretende disputar as eleições de outubro de 2026.

De acordo com a Lei Complementar 64/1990, ministros de Estado que desejam se candidatar a outros cargos precisam se afastar de suas funções seis meses antes do pleito. Ao deixar o MDIC dentro do prazo, Alckmin garante que estará apto juridicamente para compor uma chapa eleitoral, seja para buscar a reeleição como vice-presidente ou para disputar outros postos, como o Senado ou o Governo de São Paulo.

Apesar da saída do ministério, Alckmin continua como vice-presidente da República. Diferente dos ministros, quem ocupa cargos de chefia no Executivo (Presidente e Vice, Governadores e Prefeitos) não precisa renunciar para tentar a reeleição ao mesmo cargo.

À frente do MDIC desde o início do governo Lula 3, Alckmin focou sua gestão na agenda da "Neoindustrialização" e na desburocratização do comércio exterior. Durante o anúncio, o vice-presidente evitou cravar qual será seu destino nas urnas, mas brincou com jornalistas sobre o período de "bota-fora" no ministério.

Até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou quem assumirá a vaga de Alckmin. O nome do sucessor deve ser anunciado nos próximos dias, como parte de uma reforma ministerial mais ampla, já que outros nomes do governo, como Camilo Santana (Educação) e Renan Filho (Transportes), também devem deixar seus postos para a disputa eleitoral.