
Manifestação contra PEC da Blindagem e anistia em São Paulo
REUTERS/Amanda Perobelli
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou as redes sociais na noite deste domingo (21) para se manifestar sobre os atos contra a PEC da Blindagem e o projeto de anistia, que reuniu milhares de pessoas em todo o Brasil. Segundo ele, o país reafirmou que “não há espaço para rupturas ou retrocessos” e mostrou força na defesa da democracia.
“As manifestações contra a anistia dos atos golpistas são a prova viva da força do povo brasileiro na defesa da democracia. Em diferentes momentos, registraram-se demonstrações de apoio ao Supremo Tribunal Federal, que esteve, mais uma vez, à altura da sua história, cumprindo com coragem e firmeza a missão de proteger as instituições e responsabilizar exemplarmente os que atentaram contra o Estado Democrático de Direito”, escreveu o ministro do STF na plataforma X, antigo Twitter.
“Graças à atuação vigilante do STF e à mobilização da sociedade, o Brasil reafirma que não há espaço para rupturas ou retrocessos. Não por acaso, a bandeira que se estendeu nas ruas foi a do Brasil, símbolo maior da nossa soberania e da unidade nacional”, acrescentou Gilmar.
Para Gilmar Mendes, a mensagem dos atos é de olhar adiante e que é preciso transformar a energia democrática das manifestações em um grande pacto nacional entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, “comprometido com uma agenda de reconstrução e de futuro”.
“O país clama por estabilidade e por avanços concretos em áreas como economia, segurança pública, meio ambiente e justiça social. Somente com unidade e visão de longo prazo construiremos um Brasil mais forte e verdadeiramente democrático para as próximas gerações”, finalizou.
Manifestações em todo o país
Milhares de pessoas saíram às ruas de várias capitais no Brasil neste domingo (21) contra a chamada PEC da Blindagem e a proposta de anistia aos condenados pela tentativa de golpe que culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
As manifestações ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Belo Horizonte, Manaus, Natal, Belém, Porto Alegre, Brasília e João Pessoa, entre outras cidades. Ao todo, manifestações estavam previstas em 22 capitais.
A mobilização foi feita por integrantes da base do governo no Congresso, incluindo membros do PT e PSOL, bem como centrais sindicais, movimentos populares, como MST e MTST e outras organizações da sociedade civil. Várias manifestações contaram com a presença de artistas e personalidades públicas.
As manifestações foram convocadas após a votação pela Câmara da PEC da Blindagem e da urgência para o projeto da anistia. Aos gritos de "sem anistia", manifestantes reuniram-se na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Alguns vestiam camisas vermelhas do PT, enquanto outros estavam enrolados na bandeira brasileira, que tinha se tornado, nos últimos anos, emblema dos apoiantes da extrema-direita de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Faixas chamavam a proposta de blindagem de "PEC da Bandidagem"
No Rio de Janeiro, o ato ocorreu em Copacabana, com as presenças previstas de Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Já em São Paulo, a manifestação ocorreu em frente à sede do Masp, na Avenida Paulista.
Em Salvador, o protesto reuniu manifestantes em frente ao Cristo da Barra, e contou com as presenças de artistas como a cantora Daniela Mercury e o ator Wagner Moura. Em Belo Horizonte, a manifestação aconteceu na região central da capital mineira, e contou com a cantora Fernanda Takai, da banda Pato Fu.
Em Curitiba, manifestantes se reuniram na Boca Maldita, no centro da capital paranaense, um tradicional local de protestos políticos.
Com informações da Deutsche Welle
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