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Governador interino do RJ ouve gritos de 'fica' durante evento com Lula

Desembargador Ricardo Couto se emocionou ao agradecer ao presidente da República pelos investimentos na saúde do RJ

Da redação
DA REDAÇÃO

18/07/2026 • 08:22 • Atualizado em 18/07/2026 • 08:35

Ricardo Couto, desembargador e governador interino do RJ

Ricardo Couto, desembargador e governador interino do RJ

Ernesto Carriço/Governo do Estado do Rio

O desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro, se emocionou nesta sexta-feira (17) ao discursar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante evento na Fiocruz. Ainda com a voz embargada, ele passou o microfone para o presidente em meio a gritos de "fica" da plateia.

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O caso ocorrem em visita de Lula às instalações da Carreta de Saúde da Mulher, montada na Escola Nacional de Saúde Pública, no Rio. Couto citou a "Carreta da Mulher" (unidade móvel de saúde equipada para levar exames e consultas ginecológicas) como símbolo de "sensibilidade social".

Para ele, essa sensibilidade deveria orientar quem ocupa a chefia do Executivo, assim como orienta os magistrados na hora de julgar. O governador interino também agradeceu ao governo federal pela assinatura do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que prevê renegociação da dívida dos Estados com a União.

O Rio deve hoje cerca de R$ 200 bilhões à União, e a adesão ao programa, autorizada pelo governo federal em maio, permite ao estado reduzir o pagamento mensal médio da dívida. Segundo Couto, o presidente exigiu, "no bom sentido", que a economia gerada pelo acordo fosse destinada a políticas sociais, principalmente nas áreas de educação e saúde.

Foi ao dizer que não tinha "cancha política", mas tinha "sensibilidade", que a voz do governador embargou. "Às vezes, eu me emociono", afirmou, antes de agradecer ao presidente e passar o microfone a Lula. Couto assumiu o governo do Rio de forma interina em razão de uma sucessão marcada por instabilidade. O ex-governador Cláudio Castro renunciou ao cargo às vésperas de sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornaria inelegível por abuso de poder político e econômico e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022.

Antes disso, o vice-governador Thiago Pampolha já havia deixado o posto em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas estadual. O próximo na linha sucessória, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, havia sido afastado do cargo em dezembro de 2025 e estava preso preventivamente, com o mandato cassado. Diante da vacância simultânea de governador, vice e presidência da Alerj, a chefia do Executivo coube ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio, cargo ocupado por Couto.