
Governo do Rio anuncia muro de 4 km para isolar complexo penitenciário de Gericinó
Reprodução/Band
O governo do Estado do Rio de Janeiro anuncia um plano estratégico para reforçar a segurança e tentar zerar as fugas no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. A medida principal consiste na construção de um muro contínuo de quatro quilômetros de extensão ao redor de todo o conjunto habitacional, que abriga atualmente quase 25 mil presos distribuídos em 22 unidades prisionais.
A decisão surge após episódios recentes que expuseram a vulnerabilidade do maior complexo penal do estado. Entre as ocorrências registradas estão inúmeras tentativas de fuga, o arremesso de drogas e objetos ilícitos por cima das barreiras atuais e até a descoberta da escavação de um túnel planejado para uma fuga em massa. Atualmente, embora cada presídio possua cercamento individual, o perímetro total do complexo não conta com uma proteção unificada.
Estrutura e tecnologia de monitoramento
O projeto detalha que a barreira de segurança terá até 3,60 metros de altura. A estrutura de concreto será reforçada com dispositivos de vigilância, incluindo sensores de presença e, no topo, a instalação de cercas elétricas, redes laminadas e arame farpado. O objetivo é criar um "cinturão de segurança" que dificulte tanto a saída de detentos quanto a aproximação de criminosos pelo lado de fora.
O investimento previsto para a execução da obra é de aproximadamente R$ 4 milhões. O cronograma estabelece que, uma vez iniciada, a construção deve ser concluída no prazo de até um ano, embora a data para o começo das intervenções ainda não tenha sido definida pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Combate ao uso de celulares e ordens do crime
Além da barreira física, o complexo enfrenta o desafio histórico do uso ilegal de aparelhos celulares por parte dos internos. Investigações policiais apontam reiteradamente que ordens para ações do crime organizado no Rio de Janeiro são enviadas de dentro das celas de Gericinó.
Para enfrentar o problema, bloqueadores de sinal foram instalados no complexo durante este mês. No entanto, os equipamentos ainda não estão em operação plena, pois dependem de ajustes técnicos finais e da homologação oficial da Agente Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Secretaria afirma que a tecnologia adotada foi planejada para não interferir no sinal de telefonia dos moradores das áreas vizinhas ao complexo em Bangu.
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