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Governo lança programa de rastreabilidade para o agronegócio

A iniciativa pretende criar um novo padrão público de acompanhamento digital de produtos do setor

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

18/11/2025 • 18:12 • Atualizado em 18/11/2025 • 18:12

Bastidores de Brasília
Ministério da Agricultura lança rastreabilidade voluntária que promete agir contra crime organizado

Ministério da Agricultura lança rastreabilidade voluntária que promete agir contra crime organizado

Divulgação/Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura lançou nesta terça-feira (18), em Brasília, um programa nacional de rastreabilidade voluntária das cadeias produtivas do agronegócio.

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A iniciativa, assinada pelo secretário-executivo da pasta, Irajá Lacerda, em protocolo com representantes da Rio Portos e da ANATC (Associação Nacional dos Agenciadores do Transporte de Cargas), pretende criar um novo padrão público de acompanhamento digital de produtos do setor.

O modelo prevê integração automática de dados públicos e privados em uma plataforma nacional, com leitura automatizada de informações ao longo da cadeia logística. Segundo Lacerda, a medida deve reduzir entraves burocráticos que atrasam embarques e elevam custos. “Há produtos do agro que esperam 50 horas para embarcar nos portos por questões burocráticas que serão eliminadas com o programa”, afirmou.

O Programa Nacional de Rastreabilidade Voluntária (PNRV) faz parte do Agro Brasil + Sustentável, lançado em 2025, e se insere em um ecossistema que reúne boas práticas, sustentabilidade e monitoramento digital. A adesão é opcional, mas o governo afirma que os benefícios são imediatos para os participantes.

Para Lacerda, a rastreabilidade é decisiva para manter competitividade nos mercados internacionais. “A rastreabilidade voluntária é uma das chaves para o futuro do agro. Ela agrega valor, reforça a imagem de sustentabilidade e permite que o Brasil se antecipe às exigências dos grandes mercados globais”, disse.

A expectativa é que o acompanhamento em tempo real aumente a segurança logística, ajude na identificação e eliminação de gargalos e reduza o chamado “custo Brasil”. “O sistema permitirá ganhos de escala no planejamento e mais eficiência em toda a cadeia”, concluiu o secretário-executivo.

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