
Médico
Pexels
O Governo Federal anunciou a criação de um serviço nacional de teleatendimento voltado exclusivamente à saúde mental de mulheres em situação de violência. A iniciativa, implementada por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), começa a operar neste mês e tem como objetivo oferecer acolhimento e cuidado psicológico remoto para vítimas em todo o país.
A medida foi apresentada como parte das ações do Mês das Mulheres e integra o Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio. Segundo a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a política pública visa mitigar os impactos da sobrecarga de trabalho e da violência de gênero, que comprometem severamente o bem-estar mental da população feminina. Para a ministra, é dever do Estado garantir que essas mulheres sejam ouvidas e acolhidas independentemente de sua localização.
Cuidado integral e reconstrução
Além do suporte psicológico via teleatendimento, o pacote de medidas estabelece um fluxo de cuidado integral que conecta o suporte remoto ao atendimento presencial nas unidades de saúde. O programa também prevê serviços complementares específicos para reparar danos físicos e emocionais causados por agressores:
- Reconstrução dentária: Oferta de procedimentos para mulheres que sofreram lesões bucais decorrentes de agressões.
- Atendimento humanizado: Implementação de protocolos rigorosos na rede de saúde para evitar a revitimização.
- Integração de políticas: Articulação entre as áreas de saúde, proteção e prevenção para fortalecer a rede de apoio.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que a prioridade da gestão é tornar o SUS um dos espaços mais acolhedores para mulheres que enfrentam qualquer tipo de violência. A estratégia busca unir a agilidade do atendimento digital à eficácia do acompanhamento clínico tradicional, garantindo que a assistência chegue de forma rápida em momentos de crise.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

