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Governo quer manter votação da MP que aumenta arrecadação

O relator Carlos Zarattini afirmou que partidos de oposição estão atuando contra, apesar de um acordo fechado na última terça-feira (07), a partir da desidratação do projeto

Alex Gusmão
ALEX GUSMÃO

08/10/2025 • 16:47 • Atualizado em 08/10/2025 • 16:47

Bastidores de Brasília
Câmara antes de votação do IOF

Câmara antes de votação do IOF

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O Governo deseja manter a votação da medida provisória que aumenta a arrecadação nos próximos anos, mesmo com a possibilidade de derrota em plenário. A ideia, segundo o relator da MP, deputado Carlos Zarattini, é “marcar a digital” dos que votarem contrariamente ao texto.

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A estratégia é atribuir a esses deputados eventuais cortes no orçamento em programas sociais, afetando áreas como saúde e educação. A medida provisória precisa ser aprovada hoje na Câmara e no Senado. Ela perde a validade as 23h59 desta quarta-feira (08).

Mostrando a determinação do Governo na pauta, o presidente Lula exonerou temporariamente três ministros para votar MP hoje na Câmara: André Fufuca, Celso Sabino e Silvio Costa Filho.

Negociações seguem em andamento na Câmara, mas a percepção de líderes da base governista é de que a vitória em plenário ainda é incerta. O sinal de alerta foi ligado com o placar apertado na votação da MP ontem numa comissão mista. Apenas um voto de diferença, 13 a 12.

O relator Carlos Zarattini afirmou que partidos de oposição estão atuando contra, apesar de um acordo fechado na última terça-feira (07), a partir da desidratação do projeto.

O governo recusou de cobrar imposto de LCI e LCA e manteve em 12% a taxação das bets. A ideia era elevar essa tributação a 18%.

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