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Como falar sobre gravidez na adolescência sem tabu

Especialistas dão dicas para pais e educadores

Alessandra Petraglia
ALESSANDRA PETRAGLIA

18/10/2025 • 15:15 • Atualizado em 18/10/2025 • 15:15

A gravidez na adolescência ainda é um desafio no Brasil, mesmo com uma leve queda nos últimos anos. Especialistas em hebiatria, a medicina voltada para adolescentes, alertam que o tabu e a omissão dos pais fazem muitos jovens buscar informações erradas na internet. É como deixar a chave do carro com alguém que não sabe dirigir: eles podem acabar aprendendo do jeito errado.

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E o interesse pelo tema é grande. Dados da Sala Digital, parceria entre Band e Google, mostram que, entre assuntos de saúde na adolescência, a gravidez é o mais buscado. No país, só em 2020, cerca de 380 mil partos foram de mães com até 19 anos, 14% de todos os nascimentos naquele ano, segundo o Ministério da Saúde.

Veja a seguir dicas para abordar o assunto sem tabu!

Converse de forma direta e sem julgamento

A pediatra Silvia Maria Balheiro Negro, hebiatra do Hospital Sírio-Libanês ,em entrevista ao programa Viver Melhor, da BandNews TV, explica que falar sobre sexualidade faz parte da vida do adolescente e não tem idade certa para começar. O diálogo deve ser ativo e sem julgamento, sempre respondendo às perguntas do jovem.

Na mesma linha, a pediatra Elizabeth Fernandes acrescenta que o momento ideal depende do desenvolvimento da menina. “A primeira menstruação acontece em média aos 12 anos, mas algumas meninas menstruam com 10. Elas precisam receber essas informações antes das que vão menstruar mais tarde”, defende.

As especialistas lembram que muitos pais evitam falar sobre camisinha ou pílula por acharem que os filhos são “muito pequenos”. Mas, como alerta Elizabeth: “Se você não falar, ele vai procurar no YouTube ou nas redes sociais e às vezes ele não vai fazer de forma correta a prevenção", alerta Elizabeth.

Crie um ambiente de confiança

Se os pais se sentirem constrangidos, a sugestão é procurar apoio de um hebiatra ou ginecologista. “Na consulta, normalmente eu falo com o adolescente de forma ativa”, explica Elizabeth.

Para criar um ambiente de confiança, os pais precisam "pertencer à vida do seu filho", conhecendo seus filmes, séries e amigos. "Ali vão aparecer comentários, e aí é a hora que você responde aquela pergunta", orienta Silvia. A chave é responder a exatamente o que foi perguntado, sem estender a conversa desnecessariamente.

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