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Greenwashing: o que é e por que você deve ficar de olho?

Segundo a Sala Digital, o interesse global pelo termo triplicou em cinco anos, mostrando que o público quer separar fato de fachada

Por Redação
REDAÇÃO

10/11/2025 • 17:04 • Atualizado em 10/11/2025 • 17:04

Entenda o que é greenwashing

Entenda o que é greenwashing

Pexels

De longe, parece tudo sustentável: rótulos com folhas, embalagens eco-friendly e campanhas cheias de árvores. Mas, quando a gente chega mais perto, o tom começa a desbotar e o que sobra é marketing pintado de natureza.

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Esse truque tem nome: greenwashing. O termo, que em tradução livre significa 'lavagem verde', se refere a empresas que fingem ser sustentáveis, mas não colocam em prática o que prometem. É como pintar uma parede rachada de verde e dizer que ela foi reconstruída (parece bonita, mas o problema continua lá).

De acordo com dados da Sala Digital, o interesse global pelo tema está no ponto mais alto da série histórica do Google Trends. O índice triplicou nos últimos cinco anos, mostrando que o público está cada vez mais atento — e desconfiado. Termos como ‘greenwashing fashion’ e ‘corporate greenwashing’ também dispararam nas buscas.

Quando o discurso não combina com a prática

O greenwashing acontece de várias formas, algumas bem sutis. Pode ser uma frase vaga tipo ‘amigo da natureza’, sem explicação ou comprovação. Ou uma verdade irrelevante, como dizer que um produto ‘não usa uma substância’ que já é proibida por lei.

Outro exemplo é o chamado ‘custo ambiental camuflado’: a empresa mostra apenas o lado bonito e esconde o prejuízo real. É como quem se gaba de usar papel reciclado, mas ignora que sua fábrica despeja toneladas de poluentes no ar.

O setor da moda é um dos campeões nesse tipo de engano. Marcas conhecidas por coleções verdes ou conscientes já foram acusadas de greenwashing por falta de transparência ou certificações duvidosas.

E no Brasil?

Por aqui, ainda não existe uma lei específica contra o problema. Mas o Código de Defesa do Consumidor proíbe publicidade enganosa, e o Conselho Nacional Autorregulamentação Publicitária (CONAR) exige que campanhas verdes sejam baseadas em dados reais e verificáveis.

Por que isso importa?

Porque prejudica a confiança do consumidor, o chamado green trust. Mais do que uma tendência, a sustentabilidade virou um critério de escolha. E quem compra quer saber se aquele verde é de floresta mesmo ou só tinta de marketing.

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