A imposição de tarifas americanas ao Brasil é assunto no mundo todo. Os jornais internacionais destacam que o país se tornou o primeiro alvo dos Estados Unidos nesta nova onda de tarifas do republicano. A situação deixa todos em alerta, já que os mercados precisam se adaptar e negociar da melhor maneira para que os prejuízos sejam os menores possíveis.
No Brasil, o Palácio do Planalto não reconhece a legitimidade da taxação americana, disse que sempre procurou negociar com diplomacia, mas que irá acionar instrumentos da Lei da Reciprocidade. Há também uma guerra para se procurar culpados.
O governo brasileiro critica a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. A acusação é de que os filhos do ex-mandatário, Eduardo e Flávio, teriam feito campanha aberta no exterior contra interesses nacionais para prejudicar a atual gestão.
Já a família Bolsonaro acusa o presidente Lula de “cavar pênalti” para obter ganhos políticos com a situação, já que o presidente levanta a bandeira da soberania e espera dividendos nas urnas.
Os americanos, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, afirmam que o governo Lula não negociou com os Estados Unidos de boa-fé e que o presidente brasileiro colocou o próprio ego à frente do bem-estar de seu povo, e as tarifas impostas são o preço a pagar.
Palavras de Rubio: ‘Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso.”
O empresariado brasileiro já aponta a perda de exportações. Segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), desde a adoção das tarifas no ano passado, o Brasil já perdeu o equivalente a R$ 13 bilhões em exportações e este número deve aumentar. O cenário tende a piorar com mais tarifas.
A Fiesp, liderada por Paulo Skaf, um crítico ao governo Lula, emitiu nota lamentando com profunda preocupação o novo tarifaço . E afirma que uma condição técnica e pragmática por parte do governo brasileiro teria evitado a situação.
Lista de exceções
Apesar da lista de exceções que alivia setores importantes, é claro que o novo tarifaço prejudica a economia brasileira. Não adianta agora essa caça às bruxas. um apontar o dedo pro outro. Todos, incluindo os Estados Unidos, têm interesse em comprar, vender e manter empregos.
O comércio exterior é importante para os países, afinal gera empregos e qualidade de vida para as suas populações. Sendo assim, é de interesse geral que essas negociações avancem e que todos possam ganhar com isso. Governos passam mas a relação dos países fica. São séculos de relações diplomáticas e comerciais entre Estados Unidos e Brasil.
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