
Explosões em Teerã
Majid Asgaripour/WANA
A guerra entre Israel e Irã entra em uma nova e perigosa escalada neste sexto dia! Sirenes de alerta para mísseis voltaram a soar em Jerusalém e Tel Aviv. No Irã, cidades registram incêndios e explosões; há relatos de ataques em Teerã. O regime iraniano afirma ter bombardeado posições de combatentes curdos no Iraque e faz um alerta a grupos separatistas para que não intervenham no conflito.
A tensão se espalha pelo Golfo. Mísseis foram detectados no Bahrein e no Catar. Doha interceptou um míssil e novas explosões foram registradas. Outro drone iraniano caiu nas proximidades do aeroporto do Azerbaijão; o país confirma dois feridos. Além da guerra militar, há uma guerra econômica em curso.
O bloqueio do Estreito de Ormuz
O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Embora o bloqueio total ainda não tenha acontecido, o tráfego marítimo na região praticamente parou: petroleiros evitam atravessar o estreito, companhias suspenderam rotas e navios aguardam fora da área por segurança. A ameaça de ataques a embarcações pela Guarda Revolucionária Iraniana elevou a tensão no Golfo e aumentou o risco de impacto imediato no comércio global, nos preços da energia e em cadeias internacionais de transporte.
Crise humanitária no Líbano
No Líbano, o cenário humanitário preocupa. Israel intensificou os bombardeios contra posições do Hezbollah no sul do país. A estimativa é que cerca de 700 mil civis tenham que deixar a região. A crise mobiliza também líderes internacionais. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e ao ex-presidente americano, Donald Trump, que ajudem a evitar uma devastação ainda maior no Líbano — país que mantém fortes laços históricos com a França e também com o Brasil.
Brasileiros e a comunidade árabe
Cerca de 22 mil brasileiros vivem no país, como a Mona e a Nádia, que falam da apreensão deste momento. (Sonoras). De acordo com os dados mais recentes da Câmara Árabe no Brasil, 6% da população brasileira é constituída de árabes ou descendentes de árabes — ou seja, 11,6 milhões de pessoas distribuídas em todo território nacional.
Para quem vive lá: o Itamaraty orientou brasileiros que vivem no Líbano a deixarem o país, mas ainda não falou em voos de repatriação, ao contrário da França e de outros países que já estão repatriando seus cidadãos.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber


