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Guerra entre Israel e Irã chega ao 6° dia com bloqueio de Ormuz e alertas

No Irã, cidades registram incêndios e explosões; há relatos de ataques em Teerã

Da redação
DA REDAÇÃO

05/03/2026 • 08:52 • Atualizado em 05/03/2026 • 08:52

Sonia Blota
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Explosões em Teerã

Explosões em Teerã

Majid Asgaripour/WANA

A guerra entre Israel e Irã entra em uma nova e perigosa escalada neste sexto dia! Sirenes de alerta para mísseis voltaram a soar em Jerusalém e Tel Aviv. No Irã, cidades registram incêndios e explosões; há relatos de ataques em Teerã. O regime iraniano afirma ter bombardeado posições de combatentes curdos no Iraque e faz um alerta a grupos separatistas para que não intervenham no conflito.

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A tensão se espalha pelo Golfo. Mísseis foram detectados no Bahrein e no Catar. Doha interceptou um míssil e novas explosões foram registradas. Outro drone iraniano caiu nas proximidades do aeroporto do Azerbaijão; o país confirma dois feridos. Além da guerra militar, há uma guerra econômica em curso.

O bloqueio do Estreito de Ormuz

O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Embora o bloqueio total ainda não tenha acontecido, o tráfego marítimo na região praticamente parou: petroleiros evitam atravessar o estreito, companhias suspenderam rotas e navios aguardam fora da área por segurança. A ameaça de ataques a embarcações pela Guarda Revolucionária Iraniana elevou a tensão no Golfo e aumentou o risco de impacto imediato no comércio global, nos preços da energia e em cadeias internacionais de transporte.

Crise humanitária no Líbano

No Líbano, o cenário humanitário preocupa. Israel intensificou os bombardeios contra posições do Hezbollah no sul do país. A estimativa é que cerca de 700 mil civis tenham que deixar a região. A crise mobiliza também líderes internacionais. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e ao ex-presidente americano, Donald Trump, que ajudem a evitar uma devastação ainda maior no Líbano — país que mantém fortes laços históricos com a França e também com o Brasil.

Brasileiros e a comunidade árabe

Cerca de 22 mil brasileiros vivem no país, como a Mona e a Nádia, que falam da apreensão deste momento. (Sonoras). De acordo com os dados mais recentes da Câmara Árabe no Brasil, 6% da população brasileira é constituída de árabes ou descendentes de árabes — ou seja, 11,6 milhões de pessoas distribuídas em todo território nacional.

Para quem vive lá: o Itamaraty orientou brasileiros que vivem no Líbano a deixarem o país, mas ainda não falou em voos de repatriação, ao contrário da França e de outros países que já estão repatriando seus cidadãos.

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