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Irã diz que reabertura de Ormuz é impossível com 'violação do cessar-fogo'

Presidente do Parlamento iraniano Mohammad Ghalibaf disse que cessar-fogo só tem sentido se não tiver violação do cerco marítimo

Da redação
DA REDAÇÃO

23/04/2026 • 11:20 • Atualizado em 23/04/2026 • 11:27

Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz

Reuters

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, afirmou nesta quinta-feira (23) que um cessar-fogo completo só tem sentido "se não for violado pelo cerco marítimo e pelo sequestro da economia mundial". Em publicação no X, ele também destacou que a trégua total precisa que a "beligerância dos sionistas" em todos os fronts seja interrompida.

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'A reabertura do Estreito de Ormuz não é possível com uma violação flagrante do cessar-fogo', acrescentou na postagem.

Sem deixar claro se tratava sobre EUA ou Israel, Ghalibaf disse que os inimigos não alcançaram seus objetivos com a agressão militar e nem o alcançarão com intimidação. "O único caminho é aceitar os direitos da nação iraniana", concluiu.

Prorrogação cessar-fogo

Na terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã. O prazo terminaria na quarta-feira (22) e havia grande expectativa para uma nova rodada de negociações, que ainda não ocorreu.

Em suas redes sociais, Trump afirmou que prorrogará o cessar-fogo “até que uma nova proposta de paz seja apresentada pelo Irã e as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra." Nesse período, ele manterá o bloqueio naval na região.

Trump afirmou que atendeu a um pedido do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e do chefe do Estado-maior do país, Asim Munir. O Paquistão foi escolhido como o país onde representantes dos Estados Unidos e do Irã se encontrarão.

Segundo comunicado de Trump, o Irã estaria fragmentado demais para discutir uma proposta unificada de paz. Ele ainda garantiu que manterá o bloqueio naval na região e que seus militares permanecem “prontos e capazes”.