O grupo terrorista Hamas afirmou, nesta segunda-feira (6), que dissolveu o governo na Faixa de Gaza após quase 20 anos e sinalizou estar pronto para entregar o poder a um grupo de tecnocratas palestinos, segundo a agência de notícias Reuters. A saída pressiona Israel a cumprir partes do plano de paz apoiado pelos Estados Unidos.
A promessa do grupo de extinguir o órgão que supervisiona os ministérios foi uma parte do plano para uma Gaza pós-guerra, elaborado por Donald Trump, após o início de um frágil cessar-fogo com Israel em outubro.
Em uma coletiva na Cidade de Gaza, Ismail Al-Thawabta, diretor do escritório de mídia do governo do Hamas, afirmou que o chefe do órgão de supervisão "Comitê de Emergência do Governo" havia renunciado e que o órgão havia sido dissolvido.
Segundo Thawabta, essa é "uma demonstração da seriedade dessas medidas, na implementação dos acordos firmados, e para facilitar o processo de transição administrativa" para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, apoiado pelos EUA.
O enclave palestino permanece em ruínas mais de dois anos e meio após o conflito em Gaza ter sido desencadeado pelos ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.
O que diz o Conselho de Paz?
Em publicação na plataforma X, antigo Twitter, o Conselho de Paz de Donald Trump afirmou que “tomou nota” do anúncio do Hamas, mas a avaliação será guiada “por ações, não por promessas, para atender às necessidades do povo de Gaza”.
“As decisões devem ser abrangentes em relação aos requisitos estabelecidos na rota para avançar a governança, a segurança e a transição em Gaza. Aguardamos com expectativa a conclusão bem-sucedida das discussões sobre esta rota, incluindo os mecanismos de implementação necessários para permitir que o Comitê Nacional para a Administração de Gaza assuma a autoridade governamental plena”, escreveu o Conselho na publicação.
“O princípio central permanece sendo uma autoridade, uma lei e uma arma. Isso significa a consolidação de todas as armas sob o controle do NCAG, conforme previsto no Plano Abrangente de Paz para Gaza e na Resolução 2803 do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, completou.
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