
Helder Barbalho, governador do Pará
Reprodução/Canal Livre
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), respondeu uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que criticou o desmatamento na floresta Amazônica para a construção da Avenida da Liberdade, em Belém, no Pará.
“Em vez de falar de estradas, o presidente norte-americano deveria apontar caminhos contra as mudanças climáticas. Poderia celebrar a redução histórica no desmatamento da Amazônia - com destaque para o estado do Pará, que obteve o seu melhor resultado”, escreveu Helder Barbalho na plataforma X, antigo Twitter.
“Ou, no mínimo, seguir o exemplo do Governo do Brasil e investir mais de US$ 1 bilhão para salvar florestas no mundo. Ainda dá tempo de passar na COP30, presidente Trump. Esperamos você com um tacacá. É melhor agir do que postar”, acrescentou.
Entenda
A declaração do presidente dos Estados Unidos acontece às vésperas da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, no Pará, a partir desta segunda-feira (10). Trump não irá comparecer ao evento.
“Eles devastaram a Floresta Amazônica do Brasil para construir uma rodovia de quatro faixas para ambientalistas. Isso virou um grande escândalo”, escreveu o republicano na plataforma Truth Social.
A Avenida Liberdade, segundo o relato que o presidente americano compartilha, atravessa a Área de Proteção Ambiental da Região Metropolitana (APA Belém) e passa nas proximidades do Parque do Utinga. A menção de Trump e a reportagem da Fox News sugerem uma crítica à suposta incoerência entre o discurso de preservação, que será o tema central da COP-30, e as ações de infraestrutura que afetam áreas protegidas.
A reportagem veiculada pela Fox News também insere o contexto americano na discussão climática global. O jornalista destaca que, pela primeira vez desde 1992, uma conferência das Nações Unidas sobre o clima não conta com a presença de uma delegação oficial dos Estados Unidos.
Além disso, o vídeo aborda temas econômicos e ambientais internos dos EUA, como a queda nas vendas de carros elétricos e as recentes demissões em fábricas no país. O posicionamento de Donald Trump e a reportagem da Fox News, divulgados na véspera do evento, reforçam o ceticismo em relação às políticas climáticas e de energias renováveis adotadas pelo governo.
Donald Trump assinou, em janeiro, uma ordem executiva para retirar os Estados Unidos, o segundo maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, do histórico Acordo de Paris pela segunda vez.
"Estou imediatamente me retirando do injusto e unilateral golpe climático de Paris", disse o presidente ao assinar a ordem em Washington, pouco após sua posse do segundo mandato. "Os Estados Unidos não irão sabotar nossas próprias indústrias enquanto a China polui impunemente”.
Com informações do Estadão Conteúdo
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