
Helicópters se chocam no ar na Grécia
Reprodução/X
Dois helicópteros que combatiam os incêndios florestais colidiram no ar, neste domingo (2), a oeste de Atenas, na Grécia. Equipes foram deslocadas para o local e realizam uma operação de busca pelas tripulações.
De acordo com o serviço de bombeiros grego, as duas aeronaves envolvidas eram modelos Bell, arrendadas pelo departamento de combate a incêndios. Os helicópteros haviam se descolado do aeroporto militar de Elefsina e cada um contava com uma tripulação de duas pessoas.
Duas pessoas morreram, sendo um grego e um dinamarquês. Os outros dois tripulantes --um grego e um britânico-- foram resgatados com vida, mas não foi informado o estado de saúde eles.
O desastre acontece num cenário de extrema pressão para os serviços de emergência gregos. Enquanto os incêndios em França e Espanha começaram a dar sinais de estabilização, a Grécia enfrenta a intensificação das chamas alimentadas por ventos com força de vendaval.
A situação é particularmente crítica na região da Ática Ocidental, onde as chamas ameaçam distritos industriais e aldeias nos arredores de Megara. Relatórios indicam que o fogo já destruiu mais de 100 habitações a noroeste de Atenas.
Contexto climático e desafios
O combate às chamas tem sido dificultado pela violência das rajadas de vento, que impedem, em muitos casos, que as aeronaves de combate a incêndios desçam ao mar para recolher água. Atualmente, cerca de 500 bombeiros, apoiados por veículos e maquinaria pesada, estão destacados, contando com o reforço de equipas vindas da França e da Romênia.
Especialistas e cientistas apontam que o calor e a seca prolongada, agravadas pelas alterações climáticas, criaram as condições ideais para a rápida propagação dos incêndios devastadores.
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