Resumo
Polícia Civil de São Paulo intensificou buscas pelo suspeito "Cicatriz", acusado de abandonar o corpo de Angélica Alves Camargo, de 43 anos, em um carrinho de supermercado na Vila Formosa, Zona Leste; crime foi descoberto após o criminoso fugir ao ser abordado por um morador, com câmeras de segurança registrando a ação.
Investigação conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) utiliza descrição física e apelido do suspeito para levantar sua identidade e solicitar prisão temporária; principal linha aponta que "Cicatriz" sabia que transportava um corpo e tentava se desfazer dele, podendo responder por homicídio e ocultação de cadáver.
Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que, de janeiro a outubro deste ano, 53 mulheres foram vítimas de feminicídio na cidade de São Paulo, incluindo o caso de Angélica Alves Camargo, ressaltando a crescente violência contra a mulher na capital.
A Polícia Civil de São Paulo intensificou as buscas por um homem conhecido como "Cicatriz", o principal suspeito de abandonar o corpo de uma mulher dentro de um carrinho de supermercado na Vila Formosa, Zona Leste da capital. O crime foi descoberto após o criminoso se assustar com a aproximação de um morador e fugir correndo, deixando o corpo para trás. Câmeras de segurança registraram a ação.
O caso ocorreu quando um professor de 39 anos realizava uma "campana" dentro de seu carro durante a madrugada, na tentativa de flagrar o ladrão que havia furtado duas bicicletas de sua residência em dias anteriores. Ao avistar o suspeito empurrando um carrinho de mercado, o professor acreditou que ali estariam as peças das bicicletas furtadas e decidiu confrontá-lo.
Assustado com a abordagem, o homem abandonou o carrinho no meio da rua e fugiu a pé. Ao verificar o conteúdo, esperando encontrar os objetos furtados, a testemunha retirou um lençol e encontrou um saco de nylon com o corpo da vítima.
A mulher foi identificada como Angélica Alves Camargo, de 43 anos. Segundo informações apuradas, o suspeito, que possui duas cicatrizes no rosto (motivo de seu apelido), havia sido visto na companhia da vítima e de outra mulher cerca de dois dias antes do ocorrido.
Polícia procura por "Cicatriz"
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações e trabalha para localizar o indivíduo. A polícia já possui a descrição e o apelido do suspeito e está em fase de levantamento formal de sua identidade para solicitar à Justiça a sua prisão temporária.
A principal linha de investigação aponta que "Cicatriz" sabia que transportava um corpo e tentava se desfazer dele quando foi interrompido. Se confirmado o crime, ele poderá responder por homicídio e ocultação de cadáver.
Estatísticas de feminicídios em SP
O caso de Angélica entra para uma triste estatística de violência contra a mulher na capital paulista. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, de janeiro a outubro deste ano, 53 mulheres foram vítimas de feminicídio somente na cidade de São Paulo.
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