
Linha 11-Coral
Rovena Rosa/Agência Brasil
A Polícia Militar prendeu um suspeito de praticar atos libidinosos contra uma passageira na noite de terça-feira (28), por volta das 19h, na Estação Dom Bosco da CPTM, localizada em Itaquera, na zona leste da Capital.
O crime ocorreu no interior de um vagão da Linha 11-Coral, no trajeto entre as estações Itaquera e Dom Bosco. Segundo o relato da vítima, o homem aproveitou a lotação do transporte para se aproximar e cometer os abusos.
Ao perceber a situação, a passageira gritou por ajuda. O suspeito tentou fugir, mas foi contido por outros passageiros do trem até a abordagem promovida pela equipe de segurança da companhia.
Antes da chegada dos policiais militares acionados via COPOM, o homem sofreu agressões por parte de pessoas que estavam no local. Ele teve escoriações leves e não precisou de atendimento médico.
Agentes de segurança da CPTM conduziram o infrator e a vítima ao 63º Distrito Policial para a elaboração do boletim de ocorrência. Após prestar depoimento na delegacia, a passageira foi liberada.
O autor do crime permaneceu preso e acabou recolhido à carceragem pública, onde ficou à disposição da Justiça para os procedimentos cabíveis.
Em nota oficial, a CPTM lamentou o ocorrido e ressaltou que investe continuamente em ações de conscientização, capacitação de equipes e monitoramento por câmeras para identificar e abordar infratores no sistema ferroviário.
A companhia destacou ainda o atendimento oferecido pelo Espaço Acolher, presente em 26 estações ao longo de quatro linhas, que garante suporte humanizado e privativo para mulheres vítimas de violência ou importunação sexual.
Band Não Se Cala
O Grupo Bandeirantes lançou nesta semana a campanha "Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.
A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.
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