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Homem que jogou ex-companheira de penhasco em MG é indiciado por 7 crimes

Vítima sobreviveu à queda de 50 metros na Serra do Rola-Moça e ficou mais de 24 horas no local até ser resgatada pelos bombeiros

Da redação
DA REDAÇÃO

30/06/2026 • 00:05 • Atualizado em 30/06/2026 • 00:05

Polícia Civil de Minas Gerais

Polícia Civil de Minas Gerais

Reprodução/TRT-MG

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou nesta segunda-feira (29) o homem que confessou ter empurrado a ex-companheira de um penhasco de 50 metros na Serra do Rola-Moça, em Belo Horizonte, no fim de maio.

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Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, responderá pelos crimes de tentativa de feminicídio, estupro, tortura, roubo, sequestro e cárcere privado, além do descumprimento de medida protetiva. Concluído, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que poderá ou não denunciá-lo.

A vítima, Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, sobreviveu à queda e ficou mais de 24 horas até ser localizada e resgatada pelo Corpo de Bombeiros. Ela não teve ferimentos graves e recebeu alta no dia seguinte ao resgate, em 27 de maio.

Segundo a delegada Gislene Rios, o investigado confessou o crime ao próprio genro e foi gravado pela Polícia Militar admitindo o delito logo após ser localizado. Na delegacia, no entanto, manteve o silêncio e optou por prestar informações apenas em juízo. "Mas, com as provas testemunhais e também com o vídeo feito pela Polícia Militar, concluímos que realmente ele é o autor de todos esses delitos", afirmou.

Na entrevista coletiva, a Polícia Civil informou que, antes de empurrar a mulher no penhasco, Silvanildo a obrigou a fazer sexo oral. Para a delegada, a motivação de gênero ficou comprovada.

"Ele sempre foi uma pessoa que teve comportamentos de violência doméstica. A gente conseguiu comprovar também que isso ocorreu pelo fato de ela ser mulher. E aí, pelo fato de ser mulher, ele queria realmente subjugá-la perante ele", disse.

De acordo com o inquérito, Ana Cláudia havia encerrado o relacionamento em fevereiro em razão das perseguições e ameaças constantes. Ainda assim, o homem continuou a persegui-la no trabalho e na escola da filha do casal, de 9 anos. Episódios de violência marcavam a relação ao menos desde 2020.

A vítima chegou a se mudar de Ribeirão das Neves para Belo Horizonte para tentar se afastar, mas Silvanildo seguiu indo até a casa dela, o que motivou o pedido de medida protetiva. Ele se aproveitou do momento em que a mulher levava a criança à escola para sequestrá-la: ameaçou-a com uma faca e a trancou no carro.

A investigação apontou ainda que o crime foi premeditado e que o homem empurrou a vítima do penhasco apenas na terceira tentativa. Em uma delas, foi impedido por uma testemunha; em outra, Ana Cláudia conseguiu se agarrar e evitar a queda. Durante o período em que ela esteve desaparecida, Silvanildo chegou a informar um local errado à polícia.

Motorista por aplicativo e açougueiro, o indiciado já havia agredido uma passageira e sido banido de uma plataforma de transporte. Ele foi preso em 26 de maio, em Várzea da Palma, a mais de 300 km da capital mineira.

Com Estadão Conteúdo