Resumo
A tecnologia MasSpec Pen, desenvolvida pela química Lívia Schiavinato Eberlin da Baylor College of Medicine, entrou em estudo clínico no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, sendo este o primeiro fora dos Estados Unidos.
A parceria entre o Einstein e a multinacional Thermo Fisher Scientific viabiliza o uso da caneta conectada a um espectrômetro de massas, que identifica moléculas do tecido em tempo real durante cirurgias para diferenciar tecido saudável de cancerígeno.
A investigação liderada por Gollob, em colaboração com o grupo de Eberlin, busca aprofundar a análise do microambiente tumoral e da resposta imunológica, enquanto o interesse na aplicação da tecnologia no SUS e no setor comercial aponta para futura expansão.
A tecnologia, batizada de MasSpec Pen, que é chamada de “caneta que detecta câncer” entrou no primeiro estudo clínico fora dos Estados Unidos, feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
O estudo é conduzido em parceria com a Thermo Fisher Scientific, multinacional responsável pelo espectrômetro de massas que viabiliza a leitura molecular do tecido.
A MasSpec Pen é uma caneta conectada a um espectrômetro de massas --um equipamento capaz de identificar as moléculas que compõem uma substância e revelar sua “assinatura química”. Ela foi desenvolvida pela química Lívia Schiavinato Eberlin, professora da Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos.
Durante a cirurgia, o médico encosta a ponta da caneta sobre o tecido suspeito. O dispositivo libera uma microgota de água estéril, que permanece em contato com o tecido por alguns segundos. Essa gota extrai moléculas da superfície e é aspirada para o espectrômetro, que analisa sua composição química em tempo real.
O aparelho então identifica o padrão molecular do tecido --algo como uma impressão digital biológica — e mostra na tela se ele é saudável ou cancerígeno.
A chegada da MasSpec Pen ao Einstein também permitirá ao CRIO aprofundar investigações no campo da imuno-oncologia. Como o EM permite identificar citocinas, quimiocinas e outras moléculas que modulam a atividade tumoral, a caneta ajudará a entender o microambiente do tumor e a buscar biomarcadores que participam da resposta imunológica.
Gollob liderará esta investigação colaborativa com o grupo de Eberlin, focando na análise do ambiente imunológico, além de diferenciar tecido saudável de cancerígeno e investigar a resposta imunológica sistêmica e tumoral de pacientes voluntários do hospital.
Além disso, a possibilidade futura de utilização da MasSpec Pen no SUS e para fins comerciais revela um interesse crescente em expandir a tecnologia.
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